The Killers fecha Primavera Sound com fã na bateria e vocalista com pose de 'tiozão do indie rock dançante'

  • 03/12/2023
Membro da plateia subiu ao palco para tocar "For reasons unknown" com a banda. Fã toca bateria durante show do The Killers no Primavera Sound Sem mudar tanto seu estilo teatral e pomposo, The Killers fechou o sábado de Primavera Sound São Paulo, em sua sexta vinda ao Brasil. De volta ao Autódromo de Interlagos, onde tocou para 100 mil fãs no Lollapalooza 2018, a banda americana se apresentou para metade desse público: 50 mil pessoas, segundo a produção do evento. Como no Lolla, a banda repetiu a parte do show em que chamam um fã para tocar bateria em "For reasons unknown". O baterista da vez, um fã paulistano que estava com um cartaz perto da grade, até que mandou bem. Começou tímido e depois pegou o ritmo. Depois, tirou uma selfie com o grupo e falou com o vocalista. "Ele tentou devolver as baquetas. Essa é a primeira vez", declarou um incrédulo Brandon Flowers, dando risada. O setlist vem mudando de show a show: desta vez, abriram com "Mr. Brightside", que costumava ser tocada no fim em turnês anteriores. Ainda o maior hit deles, mesmo quase 20 anos após o lançamento, a música versa sobre relações de jovens que acabaram em traição. A juventude ainda é parte importante do cancioneiro da banda de Las Vegas. Quando canta sobre o filho então com 17 anos, em "Boy" (de 2022), o vocalista se lembra dos tempos em que ele mesmo tinha essa idade. Só que todo mundo envelhece, até Flowers: hoje, o cantor tem 42 anos. Os movimentos involuntariamente robóticos no palco já fazem valer o perigoso apelido de "tiozão do indie rock dançante". Em "The way it was", por exemplo, imita um motorista no verso inicial de maneira meio trôpega, pouco antes de berrar "oi, São Paulo" e contar que aquele seria o último show do Killers em 2023. O charme canastrão reaparece em outros momentos, como quando tira o paletó antes de "Somebody told me", sobre flertes pouco correspondidos. A maior novidade do repertório poderia ser "Spirit", tocada pela primeira vez ao vivo em show para 4 mil fãs em São Paulo, na quinta-feira (30). A música faz parte da segunda coletânea de sucessos da carreira da banda. Após "Direct Hits", de 2013, eles lançam "Rebel Diamonds" na próxima sexta-feira (8). De letra existencial, "Spirit" foi escrita a partir da pergunta "para onde vai o nosso espírito?" e da história de um jovem em busca de uma vida com mais fé. Quem tinha fé de que a banda mostrasse essa novidade ao vivo se deu mal. Como no show no estádio do Palmeiras no ano passado, o grupo se apresentou reforçado por três boas cantoras nos vocais de apoio e desfalcado de dois integrantes da formação original. Os remanescentes que estão em tempo integral na banda são Flowers e o baterista Ronnie Vannucci Jr. O guitarrista Dave Keuning ficou um tempo fora do Killers e retornou, tocando em alguns shows e no disco mais recente. Mark Stoermer decidiu ficar um tempo longe do grupo. Eles fazem falta, claro, mas quem está em um show do Killers quer ver mesmo é a performance de Flowers, um dos melhores líderes de banda de rock de sua geração.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/primavera-sound/2023/noticia/2023/12/02/the-killers-chama-fa-para-tocar-bateria-no-show-do-primavera-sound-2023.ghtml


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