Quaest: 73% desaprovam uso de inteligência artificial nas campanhas dos candidatos
Pesquisa Quaest encomendada pela Globo, em parceria com o jornal O Globo, mostra que 73% dos eleitores desaprovam o uso de inteligência artificial nas campanhas dos candidatos.
Veja os números:
Desaprova: 73%
Aprova: 21%
Não faz diferença: 3%
Não sabe/não respondeu: 3%
As mulheres são mais críticas ao uso de IA nas campanhas: 78% desaprovam, enquanto 69% dos homens responderam o mesmo.
Na divisão do eleitorado por posicionamento político, os índices de rejeição à IA nas campanhas variam de 69% (direita não bolsonarista) a 79% (esquerda não lulista).
Entre os independentes, 75% são críticos ao uso da inteligência artificial. No grupo dos bolsonaristas, 70% rejeitam o uso de IA. Entre os lulistas, o índice é de 73%.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06773/2026.
Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas, com as disputas pelo Senado, pela Presidência da República e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados à Quaest e ao Datafolha para informar, rodada a rodada, como está a corrida eleitoral.
Reunião no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou uma reunião sobre o tema para esta terça-feira (18), após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) usar, no lançamento da candidatura, em julho, um vídeo gerado por IA com a reprodução da imagem e da voz do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O PT entrou com uma ação na Justiça Eleitoral e sustenta que a legislação proíbe o uso desse tipo de vídeo, o chamado deepfake. O partido alega também propaganda eleitoral antecipada, já que naquele momento a campanha ainda não havia começado.
🤖Pode usar inteligência artificial na campanha eleitoral?
Sim, mas é obrigatório informar quando um conteúdo for gerado por inteligência artificial, além de indicar qual ferramenta foi utilizada.
O uso da tecnologia, no entanto, não pode envolver desinformação, criação de conteúdos falsos sobre adversários, imagens manipuladas com teor sexual ou ataques à integridade do processo democrático.
👉🏻Já o uso de deepfakes é proibido desde as eleições municipais de 2024.
Nestas eleições, entre as novidades de 2026, estão a proibição da circulação de conteúdos gerados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a eleição e nas 24 horas após a votação, além da determinação de que plataformas de IA, como o ChatGPT e o Gemini, não podem recomendar candidatos ou ranquear candidaturas, mesmo que o usuário solicite.FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral/noticia/2026/08/17/quaest-ia-campanhas-eleitorais.ghtml