Ministério Público Eleitoral abre apuração sobre eventual abuso de poder de Renan Santos
04/09/2026
(Foto: Reprodução) O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que abriu um processo preliminar sobre Renan Santos (Missão) para apurar eventual abuso de poder e captação ilícita de recursos para fins eleitorais.
Candidato à Presidência da República, Renan deveria ter apresentado, no momento de registro da candidatura, todas as redes sociais que usaria para propaganda eleitoral durante a campanha, mas completou as informações somente 12 dias depois.
O relator do registro de candidatura, Dias Toffoli, chegou a suspender parte da campanha digital do candidato, porque a demora em informar todos os endereços eletrônicos usados na campanha comprometia a isonomia entre os postulantes. Um dia depois, Toffoli recuou e liberou as postagens.
Esse episódio de atraso motivou uma representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolada no TSE.
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Além disso, em manifestação apresentada na terça (2), Bravo Barbosa comunica as medidas já adotadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) em relação ao candidato do Missão e cita uma “notícia de fato”, processo de apuração preliminar, aberto na Procuradoria Geral Eleitoral (PGE).
“É certo que a irregularidade da propaganda eleitoral não prejudica a apuração de eventuais abusos de poder (...) Não se pode descartar, além disso, eventual comprovação de captação ilícita de recursos para fins eleitorais”, diz a manifestação.
“Sendo esse o contexto, este órgão ministerial entendeu necessária, especialmente para assegurar a adequada apuração da repercussão das irregularidades em questão, a instauração de procedimento administrativo, atualmente em fase de instrução probatória”, completa o documento.
Defesa rebate
A defesa de Renan Santos afirmou à TV Globo que vai apresentar nos próximos dias ao TSE uma representação pedindo a apuração sobre todos os candidatos que deixaram de apresentar as redes sociais no momento de registro de candidatura.
"Já que eles estão querendo apurar, a gente vai fazer uma representação para apurar em relação a todos os demais candidatos. Já que eles querem apurar, vamos apurar a eleição inteira. Verificar todos os candidatos do Brasil, mais da metade que não indicaram as redes sociais [no momento do registro]", afirmou o advogado Arthur Rollo.
Além da representação, a defesa também quer apresentar à PGE uma notícia de fato pedindo a apuração dos mesmo fatos sobre os demais candidatos. “Tem que apurar para todo mundo igual”, afirmou Rollo.
Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, participa de encontro com correspondentes da imprensa internacional
Jornal Nacional/ Reprodução