Justiça manda prender policial aposentado que agrediu casal em elevador de condomínio em Cuiabá
24/06/2026
(Foto: Reprodução) Câmeras registram agressão em condomínio de Cuiabá
A Justiça decretou, nesta terça-feira (23), a prisão preventiva de Luciano Testa, de 56 anos, policial civil aposentado flagrado agredindo um casal, de 62 anos e 59 anos, respectivamente, dentro do elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta em Cuiabá, na semana passada. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado (MPMT).
Segundo a decisão, a medida busca "garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei e preservar a investigação do caso".
O g1 tenta localizar a defesa de Luciano. Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito não integra mais o quadro de servidores efetivos da instituição.
Segundo o Ministério Público, a agressão ocorreu em 11 de junho deste ano e teria sido antecedida por ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025. Conforme o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, o policial aposentado teria agredido um idoso de 62 anos com socos e chutes, inclusive após a vítima cair no chão.
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Em um vídeo das câmeras de segurança que circula nas redes sociais é possível ver o momento que a esposa do homem, que tentou impedir as agressões, também teria sido atacada e vítima de importunação sexual (vídeo acima).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria desferido diversos socos na região das costelas e do rosto da vítima. As circunstâncias que antecederam a agressão não foram detalhadas pela polícia. À reportagem, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado como injúria, lesão corporal e importunação sexual.
O que diz o MP
Na manifestação enviada à Justiça, o MPMT argumentou que o investigado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi localizado em duas tentativas de intimação judicial. Para o órgão, esses fatos indicam risco de fuga e de descumprimento de determinações judiciais.
O Ministério Público também destacou que o acusado é policial civil aposentado, possui treinamento em operações táticas e acesso facilitado a armamentos. Segundo a promotoria, ele ainda teria condições de interferir na produção de provas e influenciar vítimas e testemunhas por causa da rede de contatos construída durante a carreira.
Ainda conforme o MPMT, as medidas cautelares impostas anteriormente não seriam suficientes para evitar novos episódios de violência. Isso porque acusado e vítimas moram no mesmo condomínio e compartilham áreas comuns, como elevadores, garagem e hall de entrada.
Ao decretar a prisão preventiva, o juiz João Bosco Soares da Silva considerou a gravidade das agressões, o histórico de conflitos entre as partes e o risco de novos confrontos. O magistrado também apontou que as medidas cautelares já adotadas não seriam suficientes para garantir a segurança das vítimas.
Policial civil é flagrado agredindo homem em elevador em Cuiabá
Reprodução