Crise de imigração: União Europeia atribui gravidade do caso a uma campanha de desinformação pelas redes sociais
04/08/2026
(Foto: Reprodução) UE faz reunião de emergência sobre a crise migratória
A União Europeia fez uma reunião de emergência nesta terça-feira (4) para debater a crise de imigração no território espanhol de Ceuta e atribuiu a gravidade do caso a uma campanha de desinformação pelas redes sociais.
A reunião virtual foi convocada a pedido da própria Espanha e de mais de 20 países europeus. O ministro espanhol do Interior, Fernando Marlaska, declarou que dos 72 mil imigrantes que entraram em Ceuta ilegalmente, 70 mil já deixaram o território espanhol. Países como a Itália e a Finlândia vinham defendendo que a Espanha fosse suspensa do Espaço Schengen, a zona de livre circulação de cidadãos que reúne 29 países europeus.
"Ficou claro que o Espaço Schengen não foi de forma alguma comprometido por essa crise", disse o espanhol.
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Crise de imigração: União Europeia atribui gravidade do caso a uma campanha de desinformação pelas redes sociais
Jornal Nacional/ Reprodução
O comissário europeu para Migrações, Magnus Brunner, afirmou que não há relação direta entre o episódio da semana passada e o projeto do governo espanhol de regularizar meio milhão de imigrantes. Ele disse ainda que a onda migratória foi impulsionada por redes criminosas de tráfico humano e por campanhas de fake news nas redes sociais. Muitos imigrantes relatam terem recebido pelo celular vídeos e mensagens, dizendo que as fronteiras da Espanha estavam abertas.
A reunião entre os ministros da União Europeia terminou sem medidas concretas anunciadas. Foi mais um gesto político, para o bloco demonstrar união em um momento em que a crise vinha sendo politizada.
Crise de imigração: União Europeia atribui gravidade do caso a uma campanha de desinformação pelas redes sociais
Jornal Nacional/ Reprodução
Cerca de 2 mil imigrantes ainda estão acampados nas praias de Ceuta, metade deles menores de idade. Um menino pedia que os soldados não o mandassem de volta para o Marrocos. Depois da intervenção de moradores, foi levado para um centro de acolhimento.
O governo espanhol anunciou 25 milhões de euros para atender principalmente os menores desacompanhados e atualizou para 141 o número de mortos durante a travessia. Algumas pessoas ainda tão desaparecidas. E as famílias têm buscado informações nas redes sociais - as mesmas que serviram de combustível para a travessia arriscada.
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