VÍDEO: após matar cão da ex, homem levou corpo em veterinário no interior de SP, diz advogado
25/03/2026
(Foto: Reprodução) Após matar cão da ex, homem levou corpo em veterinário no interior de SP, diz advogado
Chutes e socos causaram a morte do cachorro Billi, brutalmente agredido por um homem de 22 anos, em Leme (SP) no dia 16 de março. É o que informa o resultado do laudo necroscópico que indica politraumatismo e hemorragia interna do yorkshire de 5 meses.
O animal era da ex-esposa do suspeito, que chegou a levar o corpo do animal ao veterinário, segundo o advogado da mulher. Uma câmera de segurança flagrou o momento. (Veja vídeo acima)
Ele foi preso em flagrante, mas solto após audiência de custódia. O advogado de defesa do suspeito, Arnaldo Camillo Junior, afirmou que a morte do cachorro foi um acidente e que ele é inocente. (Veja abaixo o que diz a defesa).
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Homem é preso após matar cachorro e ameaçar mulher em Leme
Segundo o advogado da tutora do cão, Leandro Corbi, o alvo das agressões era ela, que foi ameaçada de morte pelo ex-companheiro após o crime de maus-tratos. Ela não estava em casa no momento do ataque.
O advogado comentou que a jovem de 25 anos está traumatizada e afastada do trabalho. Uma medida protetiva foi feita após o ocorrido.
“Ela está extremamente depressiva, e depois que entendeu o que aconteceu, que o cachorro salvou a vida dela, ficou em choque e pior ainda. Toda vez que toca no assunto, chora muito," disse o advogado Leandro Cerbi.
Cachorro Billi foi espancado até a morte em Leme (SP)
Reprodução
Imagens da casa
A residência da mulher possui câmeras internas que são acionadas por detecção de movimento e enviam imagens em tempo real para o celular dela, indicando a presença de alguém no local.
Imagens de câmeras mostram o homem com o cachorro no colo, e os registros também o momento em que ele carrega o cachorro e o leva até o banheiro. De acordo com o advogado, as gravações estão com a Polícia Civil.
Ainda de acordo com ele, o homem aparece nas imagens falando diretamente com a câmera e afirmando que matou o cachorro, com a intenção de fazer com que a mulher fosse até a casa para socorrer o animal. No entanto, ela não foi ao local e acionou a polícia.
"Ele começou a se movimentar propositalmente pela casa para acionar o sistema e fazer com que as imagens chegassem até ela. Em alguns momentos, ele chega a olhar diretamente para a câmera e a falar, demonstrando que sabia que estava sendo observado em tempo real. Depois entra no banheiro e fica com o cachorro lá por 1h30, depois disso sai e vai para a clínica veterinária com o animal morto", disse o advogado.
Leandro explicou que suspeito foi solto sob alegação de falta de provas de violência no animal, pois até então o laudo não estava pronto. O advogado da mulher pediu a prisão preventiva.
Relembre o caso
Cão yorkshire, Billy, foi morto por ex- companheiro da tutora em Leme (SP)
Arquivo pessoal
O ex-companheiro da jovem foi preso em flagrante por matar o cachorro. Ao ser algemado pela Guarda Civil Municipal (GCM), o homem afirmou que estava sendo preso por ter matado um cachorro e declarou que “queria mesmo era matar um ser humano”.
A defesa dele não foi localizada pelo g1 até a última atualização desta reportagem. O caso foi registrado como violência doméstica, ameaça e maus-tratos a animais.
De acordo a guarda, a equipe foi acionada após denúncia de que o homem teria espancado o cachorro Billi e feito ameaças contra a ex-companheira.
No local, os agentes fizeram contato com o suspeito, que a princípio informou que estava sozinho e a esposa estaria trabalhando. Porém, a equipe percebeu comportamento alterado e ferimentos nas mãos do homem.
Pouco depois, a esposa chegou ao local e confirmou que o companheiro havia agredido o animal, e ele não resistiu aos ferimentos. Ela também relatou que foi ameaçada pelo homem, que teria dito que, após o cachorro, ela seria a próxima.
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Cachorro yorkshire de 5 meses é espancado até a morte em Leme, SP
Agressividade e ameaças
De acordo com o advogado da tutora, o ex-casal vivia juntos há 1 ano e meio e a relação era marcada por discussões.
Ainda segundo Leandro, no dia do crime, as discussões entre eles começaram pela manhã. No horário do almoço, a mulher costumava retornar para casa, mas, naquele dia, não retornou.
Enquanto estava fora, ela passou a receber notificações e imagens do sistema de monitoramento da residência, indicando a presença de alguém no imóvel.
Para o advogado, caso ela tivesse retornado à residência naquele momento, poderia ter sido vítima de algo mais grave, já que ele aparentava estar 'transtornado'
'É nítida a possibilidade dela ter sido morta se ela tivesse voltado para lá", conclui.
Imagens fortes
Reprodução
Cachorro foi agredido e morto pelo ex-companheiro da tutora em Leme (SP)
GCM
O que diz a defesa
A defesa afirma que a morte do cachorro foi um acidente. Segundo o advogado Arnando Camilo Junior, o homem tentou socorrer o animal ao perceber que ele estava com dificuldade para respirar, e quando viu que o cachorro não reagia, procurou ajuda e o levou ao veterinário.
O advogado também diz que o cliente é inocente e nega que tenha feito ameaças. Ele afirma que só o andamento do processo, com análise de provas e depoimentos, poderá esclarecer o que realmente aconteceu.
'A defesa sustenta sua inocência e se houve algum tipo de responsabilidade, somente o curso do devido processo legal, observado o princípio do contraditório e do amplo direito de defesa, que será possível, ouvindo testemunhas, dentre outras ações é que se poderá chegar a verdade dos fatos. Em relação à ameaça, será demonstrado que jamais isto ocorreu", informou.
Sobre a prisão em flagrante, a defesa avaliou que ela ocorreu com base no relato da ex-companheira, mesmo sem testemunhas presenciais.
O advogado disse que não há motivo para prisão preventiva e que a defesa ainda apresentará elementos para comprovar a inocência do cliente.
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