Veteranas na avenida: rainhas de bateria falam sobre trajetória, identidade e competição no Carnaval

  • 31/01/2026
(Foto: Reprodução)
A paixão de quatro rainhas de bateria pelas escolas de samba do coração Todos os anos, o coração das escolas de samba abre espaço na avenida para elas: as rainhas de bateria. Em comum, a paixão pela comunidade. Chegar ao posto mais cobiçado da avenida, é para poucas. Sustentar a coroa por 10, 13, 16, 19 anos hoje, só elas. Bianca Monteiro foi passista da Portela por 16 anos até tomar a frente da bateria e, já na estreia, abraçar um título. "Pra eternizar meu nome eu preciso ser campeã do carnaval, eu olhei pro tempo e joguei no universo e o universo foi lá e me deu esse presente", conta Bianca. Evelyn Bastos nasceu no morro da Mangueira, cresceu na quadra verde e rosa, viu a mãe ser rainha e chegou lá para representar. "´É o retrato da mulher negra que dança, da mulher negra que sobe desce o morro todos os dias e vive ali o seu dia a dia, sua rotina, mas que aos finais de semana ela vira rainha de bateria, e que no carnaval ela coloca uma coroa na cabeça e reina na no maior palco a céu aberto do mundo", conta Evelyn. Sabrina Sato, paulista, de ascendência japonesa, fincou o pé na escola de Noel: a Vila Isabel. "Eu com esses olhos puxados caipira, com esse sotaque, estar no carnaval carioca. É impressionante como o samba não têm preconceito, né?". Viviane Araujo, a rainha das rainhas, apelido que nasceu na bateria do Salgueiro, está até hoje na boca do povo. "Eu não sou da comunidade, mas me considero por eu saber que eu também tenho respeito dessas pessoas. É uma história muito bonita, uma história muito digna, uma história verdadeira, de muito amor, de muita dedicação". Bianca: "Esse posto é um lugar que dá vida à mulher através dela ela, fala não só dela, mas fala de por toda uma comunidade por toda uma história" Sabrina: "É uma mistura de carisma com samba com conexão com a bateria, com a conexão com o público". Viviane: "Bateria é coração da escola, é onde realmente pulsa de verdade, que arrepia quando passa, todo mundo quer ver". Repórter: Como é que se equilibra uma rivalidade inerente a uma competição com admiração da colega que tá no mesmo posto que você? Viviane: A gente quer fazer o melhor pela nossa escola, então a competição é ali. Mas entre a gente cada uma a gente se admira de fato. Eu quero ver como ela vem eu quero assistir todas que eu posso, eu adoro, e adoro vibrar com cada uma que passa ali". Sabrina: "Cada rainha tem uma personalidade completamente diferente da outra, nenhuma se parece com nenhuma". Bianca: "Pego um passinho de uma, passinho da outra, boto meu charme eu acho lindo. O gostoso do sambar é cada uma tem a sua identidade" Evelyn: "Eu aprendi que eu não posso avançar sozinha, porque se eu avanço sozinha, lá na frente eu perco forças. Então eu gosto de avançar com aquele bonde de mulheres maravilhosas, que é pra gente somar forças. Eu tô falando da Sapucaí, mas a gente fala também um pouquinho da vida do dia a dia, a gente precisa aplaudir umas às outras para que a gente possa ser digna de ser aplaudida também". Veteranas na avenida: rainhas de bateria falam sobre trajetória, identidade e competição no Carnaval Jornal Nacional

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/31/veteranas-na-avenida-rainhas-de-bateria-falam-sobre-trajetoria-identidade-e-competicao-no-carnaval.ghtml


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