Tribunal de Contas do DF autoriza inspeção presencial no Iprev e no BRB sobre folha de aposentadorias
03/02/2026
(Foto: Reprodução) Tribunal de Contas do DF (TCDF)
TV Globo/Reprodução
O Tribunal de Contas do DF (TCDF) autorizou uma inspeção presencial no Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF) e no Banco de Brasília (BRB) para analisar a situação do pagamento de aposentadorias.
O g1 questionou se há previsão de quando as inspeções vão ser realizadas, mas não tinha recebido retorno até a última atualização desta reportagem.
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A decisão unânime pretende examinar se o pagamento de aposentarias está realmente seguro frente à oscilação das ações do BRB.
O banco é investigado por possíveis irregularidades em operações financeiras do banco Master.
O tribunal determinou ainda que:
O Iprev-DF apresente, no prazo de 30 dias, uma lista completa de todos os investimentos que compõem o Fundo Solidário Garantidor (FSG) – reserva que garante o pagamento das contas da previdência e que é composta por ações do BRB – e uma projeção de fluxo de caixa para 2026 em "cenários de estresse" – se o BRB atrasar ou reduzir o pagamento de dividendos.
O BRB apresente, dentro de 30 dias, os balanços financeiros mais recentes auditados e aprovados e também os estudos e estimativas de como as investigações em cursos, como a "Operação Compliance Zero" podem afetar o lucro do banco em 2025.
A decisão do Tribunal de Contas foi tomada após uma representação do deputado Max Maciel (PSOL), pedindo que o tribunal acompanhe as finanças do Iprev e do BRB.
O g1 procurou os dois órgãos mencionados na decisão, mas até a última atualização desta reportagem, não houve respostas.
Investigação do Banco Master
Caso Master: em depoimento, diretor do BC diz que banco tinha só R$ 4 milhões em caixa
➡️ O governo do DF é o acionista controlador do BRB, e detém 71,92% do capital do banco.
➡️ Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master. A operação contou com apoio público de Ibaneis e do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central.
➡️ O Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, que identificou uma profunda crise de liquidez – ou seja, o banco não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores.
➡️ O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 — e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Segundo as investigações, cerca de R$ 12 bilhões foram para carteiras de crédito podres, que não pertenciam ao Master e não tinham garantias financeiras.
➡️ De acordo com o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, o BRB pode precisar de mais de R$ 5 bilhões para cobrir o rombo causado por essas operações.
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