Tesla decepciona com entregas e enfrenta mais concorrência no mercado de carros elétricos

  • 02/04/2026
(Foto: Reprodução)
Tesla Model S divulgação/Tesla A Tesla teve um começo de ano abaixo do esperado. A empresa não alcançou a previsão de analistas para a entrega de veículos no primeiro trimestre e registrou seu pior resultado em um ano. A queda acontece em meio à redução de incentivos para carros elétricos nos Estados Unidos e ao aumento da concorrência global. Ao todo, a Tesla entregou cerca de 358 mil veículos no primeiro trimestre, número abaixo do esperado pelo mercado. Apesar disso, houve crescimento em relação ao ano passado. 🔎Após a divulgação dos resultados, as ações da empresa, comandada pelo bilionário Elon Musk, caíram quase 4% e já acumulam perda de cerca de 15% em 2026. Outro sinal de alerta foi o aumento no número de carros que ficaram sem vender. A Tesla produziu mais de 50 mil veículos a mais do que conseguiu entregar aos clientes — a maior diferença em pelo menos quatro anos. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A empresa também enfrenta um cenário mais competitivo. Recentemente, a Tesla perdeu o posto de maior fabricante de carros elétricos do mundo para a chinesa BYD. Ainda assim, neste começo de ano, a Tesla conseguiu vender mais veículos 100% elétricos do que a rival chinesa. Na China, um dos principais mercados da empresa, as vendas cresceram pelo segundo trimestre seguido. Entre janeiro e março, a alta foi de 23,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, especialistas veem sinais de desaceleração. A empresa já acumula dois anos seguidos de queda nas entregas — algo inédito em sua história — e há previsões de que essa tendência continue. Enquanto isso, concorrentes também ganham espaço. A Rivian, por exemplo, entregou mais veículos do que o previsto, indicando uma demanda mais estável por seus modelos. Nos Estados Unidos, o fim de um benefício fiscal de US$ 7.500 para quem comprava carros elétricos também prejudicou as vendas. Sem esse incentivo, muitos consumidores deixaram de adquirir esse tipo de veículo. Na Europa, montadoras tradicionais e marcas chinesas também estão disputando mais espaço, enquanto a Tesla mantém uma linha de modelos com poucas mudanças nos últimos anos. Apesar dos desafios, investidores ainda apostam no futuro da empresa. Isso porque Elon Musk tem direcionado a Tesla para novos negócios, como energia solar, robôs humanoides e carros autônomos. Hoje, a empresa vale cerca de US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,2 trilhões), mesmo com a maior parte de sua receita ainda vindo da venda de carros. Um dos projetos mais ambiciosos é o de robotáxis — veículos que funcionam sem motorista. A Tesla já iniciou testes em Austin, no Texas, e planeja expandir o serviço nos próximos anos. Além disso, a empresa está desenvolvendo o Cybercab, um carro autônomo de dois lugares feito especialmente para esse tipo de transporte. Por enquanto, porém, essa operação ainda é pequena e limitada a poucas cidades, ficando atrás de concorrentes como a Waymo, que já tem uma presença maior no mercado americano. *Com informações da agência Reuters

FONTE: https://g1.globo.com/carros/noticia/2026/04/02/tesla-carros-eletricos-entregas.ghtml


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