'Se Trump conhecesse a sanguinidade de Lampião, ele não ficava provocando a gente', diz Lula

  • 09/02/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (9) que se o presidente norte-americano, Donald Trump, conhecesse a "sanguinidade de Lampião" não provocaria o Brasil. A declaração, em tom de brincadeira, foi feita durante uma cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo. Em seguida, Lula afirmou não querer briga com o norte-americano, pois havia o risco do Brasil ganhar. "Quando eu viajar, eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe, se o Trump conhecesse sabe, o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente", argumentou. Lula ainda ponderou que o trabalho do Brasil é "na construção da narrativa sobre o multilateralismo" perante o mundo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Eu não quero briga com ele, não sou doido, vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? O que eu vou fazer? Então, a briga do Brasil, é a briga da construção da narrativa, nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo", justificou. Na sequência, o presidente ressaltou que foi o multilateralismo que garantiu a paz em uma parte do mundo. Visita ao Butantan Na ocasião, o presidente anunciou investimentos para ampliar a estrutura do Instituto Butantan e aumentar a capacidade para produção de vacinas e insumos imunobiológicos. Isso inclui a fabricação do insumo farmacêutico ativo (IFA) para imunizantes como a DTPa (difteria, tétano e coqueluche) e a vacina contra o HPV. A iniciativa, que busca reduzir a dependência de importações, prevê investimento total de R$ 1,4 bilhão. Também estavam presentes no evento o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O presidente Lula tem usado agendas na área da saúde para reforçar críticas à condução do governo Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, lembrando a defesa de vacinas e da ciência em contraposição ao negacionismo adotado à época. Em 2026, ano eleitoral, o tema voltou a ocupar espaço na estratégia política do governo Lula, que busca associar investimentos em vacinação, produção nacional de imunizantes e fortalecimento do SUS a uma marca de reconstrução das políticas públicas desmontadas no governo anterior. Campanha de vacinação contra dengue Durante o evento, o governo também anunciou o começo da vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária do SUS, com base no desenvolvimento de uma vacina 100% nacional pelo Instituto Butantan. As primeiras doses já foram distribuídas aos estados. A vacinação para pessoas de 15 a 59 anos, está prevista para começar no segundo semestre de 2026, à medida que a produção for ampliada. Foram adquiridas 3,9 milhões de doses da vacina contra dengue, com investimento federal de R$ 368 milhões, e está prevista uma parceria estratégica com uma empresa chinesa para potencializar a produção em até 30 vezes.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/02/09/se-trump-conhecesse-a-sanguinidade-de-lampiao-ele-nao-ficava-provocando-a-gente-diz-lula.ghtml


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