Quem é Bode, integrante de quadrilha que invadia mansões em São Paulo e vendia os itens de luxo roubados

  • 15/04/2026
(Foto: Reprodução)
Imagens e áudios exclusivos mostram ação de assaltantes de mansões em São Paulo Imagens e áudios exclusivos mostram ação de assaltantes de mansões em São Paulo Conhecido como “Bode”, Rodrigo Matos é um dos integrantes de uma quadrilha especializada em invadir mansões em São Paulo tinha papel central no esquema criminoso: era o responsável por negociar os itens roubados com receptadores. Segundo a polícia, ele também está ligado a episódios de violência durante as invasões. De acordo com investigadores, Bode integrava o grupo mais agressivo da quadrilha. “O Bode é um criminoso muito perigoso”, disse o delegado Fábio Sandrini. “Ele fazia parte das pessoas que usavam da violência extrema nas residências, amarrando, batendo e ameaçando as vítimas.” Além de atuar diretamente nos assaltos, ele também era responsável por dar destino aos produtos levados das casas. Em uma das gravações obtidas pela polícia, o suspeito cobra valores de comparsas após a venda de itens roubados. “Essa conta que eu te mandei aí, faltam uns 4.000 ainda, fio. Entendeu? Quero os 4 mil lá do dólar”, diz ele. Bode era integrante da quadrilha que era responsável por repassar os itens roubados. Reprodução/TV Globo/Fantástico As interceptações também revelam que nem sempre os produtos tinham o valor esperado. Em um dos casos, integrantes da quadrilha tentam repassar uma bolsa de grife que, na verdade, era falsificada. “Nós não 'vende' (sic) bagulho ruim não, mano”, afirma ao oferecer o item. A resposta vem em seguida: “ô, amigo, esse negócio aí é 'fake', não é original não.” Segundo a polícia, a atuação de Bode mostra o nível de organização da quadrilha, que não apenas cometia os roubos, mas também estruturava a revenda dos produtos no mercado ilegal. O grupo é suspeito de invadir dezenas de casas de alto padrão. Parte dos integrantes já foi presa, e as investigações continuam para identificar outros envolvidos. A defesa de Rodrigo Matos, o Bode, não foi encontrada. O planejamento Antes dos crimes, a quadrilha fazia um levantamento minucioso dos alvos. Segundo a investigação, os criminosos usavam drones, pesquisas e observação direta para escolher as casas. “Eles tinham um modus operandi de fazer um levantamento prévio das pessoas e dos imóveis”, disse o delegado Fábio Sandrini. Conversas obtidas pela polícia mostram como o grupo analisava detalhes das residências, como câmeras de segurança, guaritas e acessos laterais. Em um dos áudios, um dos criminosos comenta: “Essa daí tem cheiro de riqueza, dá para ver pela quantidade de guarita". Depois da análise à distância, entravam em ação os chamados “olheiros”, responsáveis por confirmar as informações de perto. Em uma das ruas monitoradas, os criminosos foram além: instalaram uma câmera em um poste, conectada à internet, para acompanhar a movimentação das vítimas 24 horas por dia. Com as informações em mãos, o grupo partia para a ação. Câmeras 24 horas foram instaladas para vigiar rotina das vítimas g1 Em um dos casos, um integrante se passou por entregador para abrir caminho. Meia hora depois, os comparsas chegaram e encontraram o acesso liberado. A casa era de uma joalheira, que prefere não se identificar. Ela e o filho foram rendidos durante a madrugada. “Fomos dormir como se fosse um dia normal. Aí, três e pouco da manhã, tinham três homens na porta do meu quarto, com arma apontada na cabeça do meu filho”, contou. Os criminosos já sabiam o que procurar. “Me entrega tudo, eu preciso da mala”, diz a vítima, referindo-se a uma mala com joias usadas no trabalho da vítima. “Era o estoque inteiro de muitos anos. Acho irreversível esse trauma. Você percebe que não tem controle de nada dentro da sua casa”, afirmou. Violência e intimidação Segundo a polícia, os crimes eram caracterizados por violência e ameaças. As invasões aconteciam durante a madrugada, enquanto as vítimas dormiam. “Eles faziam uso de arma, ameaçando e obrigando as vítimas a informar onde estavam os objetos”, explicou Sandrini. Um dos integrantes do grupo ficou conhecido pelo comportamento agressivo e exibicionista. Apelidado de “Terrorista”, ele gravava vídeos durante os assaltos — inclusive com famílias rendidas ao fundo — e chegou a disparar tiros para o alto. As fugas também eram planejadas. A quadrilha contava com apoio de comparsas fortemente armadas, em carros blindados, para evitar abordagens policiais. Depois dos roubos, os criminosos se reuniam para dividir os lucros. Vídeos mostram dinheiro e objetos espalhados pelo chão. As investigações apontam que um dos líderes era responsável por negociar os produtos roubados com receptores. Nem sempre os negócios davam certo. Em uma conversa, uma compradora recusa uma bolsa por suspeitar que fosse falsificada. Prisões e investigação A polícia identificou pelo menos 25 pessoas envolvidas no esquema. Até agora, 16 foram presas. Entre os detidos estão integrantes considerados centrais na quadrilha, como um dos líderes e o homem conhecido como “Terrorista”. Prisão de "Bode", um dos chefes da quadrilha Fantástico Outro é "Minotauro", apontado como chefe do grupo, que foi preso em setembro do ano passado. Segundo a polícia, ele indicou onde estavam alguns dos itens mais valiosos roubados. Entre eles, obras de arte — incluindo dois quadros do pintor brasileiro Alfredo Volpi — furtadas da casa de um colecionador. Os investigadores afirmam que as peças não chegaram a ser vendidas por causa do alto valor e da dificuldade de negociação. Além das prisões, a polícia apreendeu carros blindados, armas e desmontou o sistema de monitoramento usado pela quadrilha. “Nunca acham que serão presos” Para os investigadores, o caso revela o nível de organização e ousadia do grupo. “Eles nunca acham que serão presos”, disse um diretor da polícia. “Ou dizem: ‘vou roubar até o dia em que for preso’.” As imagens agora ajudam a reconstruir toda a operação criminosa — do monitoramento das vítimas à invasão das casas — e mostram como a rotina de bairros considerados seguros foi transformada em alvo de uma quadrilha altamente estruturada. 🎧 Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

FONTE: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/04/15/quem-e-bode-integrante-de-quadrilha-que-invadia-mansoes-em-sao-paulo-e-vendia-os-itens-de-luxo-roubados.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Pega o Guanabara

Alanzim Coreano

top2
2. Vacilão

Zé Felipe | Wesley Safadão | Igow

top3
3. Tem cabaré essa noite

Nivaldo Marques | Nattan

top4
4. Zona de Perigo

Léo Santana

top5
5. Eclipse do Meu Coração

Solange Almeida | Lauana Prado

Anunciantes