Presos foram forçados a votar em candidatos escolhidos por organização criminosa no ES; cinco pessoas são denunciadas pelo MP

  • 27/02/2026
(Foto: Reprodução)
Cinco pessoas foram denunciadas por coagir presos nas eleições de 2022, na Serra A Justiça Eleitoral do Espírito Santo recebeu uma denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra cinco pessoas que, supostamente, coagiram presos durante o primeiro turno das eleições de 2022 na Serra, Grande Vitória, a fim de beneficiar candidatos específicos no pleito. As investigações indicam que a organização criminosa armada teria coagido os detentos mediante a criação de ambiente de constrangimento e temor de represálias e perda de benefícios, como banho de sol e visitas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo o MPE, a acusação, obtida pelo g1, foi ajuizada, no último dia 13, por meio da Promotoria Eleitoral da Serra, logo após o recebimento do relatório final do inquérito encaminhado pela Polícia Federal (PF), que ouviu previamente todos os denunciados. Conforme a investigação da PF, a logística do crime começou com o já falecido Sóstenes Araújo, à época diretor da Escola Penitenciária do Centro de Detenção Provisória da Serra. Ele teria se comunicado com Silayr Pedra Ribeiro, assessor do então candidato a deputado federal Josias da Vitória (PP), para combinar os votos no parlamentar. LEIA TAMBÉM: UÍSQUE: Traficante do Comando Vermelho 'bebe demais' e acaba preso em condomínio de Guarapari VÍDEO: Prateleiras de supermercado BH, em Cariacica, desabam durante horário de funcionamento Presos eleitores receberam 'colinha' com número de candidatos em quem deveriam votar, no Espírito Santo Reprodução/Denúncia Em seguida, teria se envolvido a diretora da prisão, Chelsea Genevieve de Oliveira Moraes Fernandes. Ela seria responsável por escolher a equipe incumbida de conduzir os internos eleitores da cela ao local de votação. O escolhido para cuidar da segurança teria sido o diretor adjunto Pablo do Nascimento Estevão. Segundo a denúncia, a seleção do nome dele "revela a finalidade de conferir maior controle sobre a operação e reduzir a possibilidade de resistência ou fiscalização interna". A policial penal Flávia dos Santos Silva Sobrinho e a colaboradora Déborah Alves dos Santos também foram cooptadas para a organização criminosa. Esta última teria sido responsável por confeccionar e encaminhar “colinhas” eleitorais com os números dos candidatos apoiados pelo grupo. Além de Da Vitória, a organização buscava eleger Alexandre Quintino Moreira (PDT) para o cargo de deputado estadual. O primeiro se reelegeu, enquanto o segundo não conquistou a cadeira na Assembleia Legislativa do estado (Ales). Para o cargo de governador, constava na cola o número de urna de Renato Casagrande (PSB). Os candidatos não foram denunciados. Segundo consta, não foram encontrados indícios de participação deles no planejamento ou na execução das condutas investigadas. Já os denunciados negam todas as acusações e alegam falta de provas. No dia da votação Em 2 de outubro de 2022, dia do primeiro turno da eleição, o MPE defende que Pablo era o responsável por movimentar os internos eleitores, levando-os ao local de votação instalado no interior da penitenciária. No caminho para a seção eleitoral, o acusado teria repassado as orientações aos presos. Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra Reprodução/TV Gazeta Na sequência, diz o MPE, os presos eram levados a um ambiente anexo à seção eleitoral, onde permaneciam reunidos antes de serem chamados à urna eletrônica. Na sala, Flávia dirigia-se aos presos e comunicava os números dos candidatos em quem eles deveriam votar. "Os relatos dos custodiados são convergentes em apontar que a indicação não se apresentava como sugestão neutra, mas como direcionamento imposto por agente estatal responsável pela custódia, em contexto intrinsecamente intimidatório". Um dos detentos ouvidos contou que acatou a determinação após ouvir que o voto seria "pro bem da galeria". O interno interpretou a frase como promessa de possíveis melhorias nas condições prisionais e sentiu receio de consequências como agressões ou prejuízos no tratamento carcerário. Conforme dados analisados pela PF, "os números de votos computados evidenciaram a concentração expressiva de sufrágios nos candidatos apoiados pelo grupo investigado, em contexto diretamente relacionado à dinâmica de coação anteriormente descrita". O que dizem os acusados A defesa de Chelsea avaliou que a inclusão do nome dela é indevida, visto que nenhum detento teria citado a diretora. A advogada de Pablo disse que ele é inocente, assim como o profissional que representa Flávia, que alega ainda falta de provas consistentes. Silayr afirmou não conhecer os agentes penitenciários e disse que apenas respondeu a uma única mensagem de WhatsApp sobre o resultado da votação. A defesa de Déborah argumentou que ela não tem relação com o caso e entregou material solicitado por um eleitor. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/02/27/presos-foram-forcados-a-votar-em-candidatos-escolhidos-por-organizacao-criminosa-no-es-cinco-pessoas-sao-denunciadas-pelo-mp.ghtml


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