Prefeitura de SP diz que SPTrans garantirá operação das linhas de ônibus da Transwolff após Sancetur desistir

  • 29/01/2026
(Foto: Reprodução)
Ônibus da Transwolff operavam 133 linhas de ônibus na Zona Sul de São Paulo. Divulgação/Transwolff A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse nesta quinta-feira (29) que as operações nas 133 linhas de ônibus que a empresa Sancetur desistiu de administrar na Zona Sul de São Paulo terão os serviços mantidos pela SPTrans. Os lotes D10 e D11 que atendem distritos como os do Grajaú, Parelheiros, Marsilac e Jardim Ângela eram de responsabilidade da empresa Transwolff, que teve o contrato de prestação rescindido após as investigações do Ministério Público de São Paulo. Por meio de nota, a SPTrans diz que vai assumir a supervisão do serviço, mantendo a operação das linhas sem prejudicar a população da região. As linhas antes operadas pela Transwolff transportam 555 mil passageiros por dia. “A operação dos ônibus está mantida, sem qualquer prejuízo para a população. Os empregos dos trabalhadores também serão mantidos, assim como o pagamento de salários e benefícios e os compromissos firmados com fornecedores, sob acompanhamento e supervisão da SPTrans”, disse a gestão municipal. A administração municipal reiterou ainda que recebeu na quarta (28) ofício da Sancetur "em que alega impossibilidade de assumir plenamente a execução do contrato emergencial dos lotes D10 e D11 da Transwolff". Diante disso, acrescentou que a prefeitura "segue adotando todas as medidas necessárias para publicação do edital para concessão do serviço dos referidos lotes”. A SPTrans não esclareceu, entretanto, de quem serão os ônibus em circulação nessas linhas e por qual CNPJ os funcionários responderão e serão registrados na carteira de trabalho. Desistência Prefeitura assina contrato emergencial para Sancetur assumir linhas da Transwolff Sancetur desistiu de operar as linhas de ônibus da Transwolff a quatro dias de assumir o contrato na capital paulista. A empresa enviou um ofício à Prefeitura de São Paulo informando a "impossibilidade de assumir plenamente a execução do contrato emergencial" firmado com a gestão municipal, segundo nota da gestão municipal. A prefeitura diz que "segue adotando todas as medidas necessárias para publicação do edital para concessão do serviço dos referidos lotes [D10 e D11]". A prefeitura vinha operando essas linhas desde que foi decretada a intervenção na Transwolff. A empresa foi alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento ao PCC. A prefeitura informou na segunda-feira (26) que deu início ao processo para uma nova licitação, que definirá o próximo concessionário. E que, enquanto isso não ocorre, não haverá prejuízo para os passageiros nem para os funcionários, que terão os empregos mantidos, assim como o pagamento de salários e benefícios. Suspensão das atividades da Transwolff Viaturas na garagem da Transwolff na Zona Sul da capital paulista em 2024 Reprodução/TV Globo A Justiça de São Paulo proferiu duas decisões distintas em dezembro de 2025 envolvendo a empresa de ônibus Transwolff. Em uma delas, a Vara de Crimes Tributários e Organizações Criminosas determinou a suspensão das atividades da Transwolff Transportes, investigada por organização criminosa. A decisão mantém o afastamento dos réus da gestão da companhia e autoriza a Prefeitura de São Paulo a vender antecipadamente imóveis e veículos apreendidos. Segundo o juiz Thiago Machado, a medida é necessária para evitar a rearticulação do grupo, mesmo após a prefeitura ter decretado o fim do contrato com a empresa. O magistrado afirmou ainda que a decisão não afeta a prestação do serviço de transporte. Já em outro processo, o juiz Rodolfo Campos, da Vara da Fazenda Pública, suspendeu o encerramento do contrato entre a prefeitura e a Transwolff. Ele considerou que o município não seguiu os trâmites do processo administrativo. Sobre essa decisão da Vara da Fazenda Pública, a Prefeitura de São Paulo informou que não foi ouvida no processo e que vai recorrer. Em relação à decisão da Vara de Crimes Tributários e Organizações Criminosas, a prefeitura disse que ainda está analisando o caso. O que diz a prefeitura "A Procuradoria Geral do Município de São Paulo (PGM) informa que apresentará recurso para restabelecer os efeitos do decreto municipal. A decisão judicial foi tomada sem que o Município tivesse sido ouvido, o que impediu a Prefeitura de apresentar informações e documentos importantes para a elucidação dos fatos e avaliação correta do interesse público pelo Judiciário. A PGM reforça que o decreto de caducidade é legal e foi adotado após um processo administrativo regular. Vale lembrar que o processo de intervenção e caducidade na empresa Transwolff Transportes foi determinada por ordem judicial em razão do envolvimento dos sócios com o crime organizado". O que diz a Transwolff "O juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública da capital paulista, suspendeu na tarde desta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, o decreto de caducidade do prefeito Ricardo Nunes que havia cancelado os contratos com a Transwolff. A decisão é liminar (provisória) e atende ao princípio de risco de dano irreversível. O magistrado também determinou que a Prefeitura de São Paulo, em cinco dias úteis depois da notificação, entregue para a Transwolff cópias de todo o processo administrativo para que a empresa se defenda A gestão Nunes ainda está proibida de contratar outras empresas nos lotes operacionais da Transwolff e terá de devolver a concessão. Na decisão, o juiz considerou presentes tanto provas indicativas da probabilidade do direito alegado como também o perigo de demora, já que o decreto de caducidade, uma vez implementado, implicaria em prejuízo irreversível à Transwolff, que seria alijada das concessões, a serem então assumidas por terceiros, sem que se vislumbrasse perigo em sentido inverso, dado que as atividades de transporte vêm sendo realizadas há mais de um ano sob intervenção e não há notícia de risco concreto de paralisações. Com base nisso, foi deferida a tutela cautelar em caráter antecedente para: a) Suspender os efeitos do decreto que determinou a caducidade das concessões relativas aos lotes D10 e D11, mantendo-se a Transwolff como concessionária do serviço público de transporte coletivo; vedado à Prefeitura praticar quaisquer atos para executar o decreto de caducidade, como requisição administrativa de bens, transferência operacional das concessões a terceiros, celebração de contratos emergenciais ou definitivos com terceiros ou qualquer medida cujo efeito prático seja a substituição da autora; b) Ordenar à Prefeitura que apresente à empresa, em até cinco dias (com comprovação nos autos), cópia integral dos autos de processos administrativos de nº 6020.2024/0030164-9 e nº 6020.2024/0030162-2 e de todos os seus apensos, pareceres, notas técnicas e manifestações internas, sob pena de multa diária de R$10.000,00, além da apuração de responsabilidades criminal e funcional. Sobre decisão que determinou a suspensão das atividades da Transwolff, a empresa não recebeu ainda nenhuma notificação. A Transwolff esclarece que não há qualquer fundamento nas alegações de suposta relação da empresa ou de seus representantes com atividades ilícitas. A empresa repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas. A Transwolff segue se defendendo nas instâncias competentes e colaborando com as autoridades". Prefeitura de SP rompe contrato com Transwolff Operação Fim da Linha A Transwolff — com outra empresa de ônibus, a UPBus — foi alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento ao PCC. As investigações apontam que o dinheiro usado para aumentar o capital da Transwolff poderia ter origem ilícita — ou seja, os recursos seriam provenientes de atividades do PCC. O esquema envolveria uso de “laranjas” e “CNPJs fantasmas”, facilidades de empresas de fachada para ocultar as verdadeiras origens dos valores, algo típico de lavagem de dinheiro. Em função dessas suspeitas, a Prefeitura de São Paulo abriu processo para rescindir os contratos da Transwolff e da UPBus em dezembro de 2024. A defesa da Transwolff, porém, nega qualquer vínculo com o crime organizado — afirma não haver “comprovação de qualquer relação com organizações criminosas ou de atividades ilícitas” e diz que vai contestar a decisão na Justiça.

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/01/29/prefeitura-de-sp-diz-que-sptrans-garantira-operacao-das-linhas-de-onibus-da-transwolff-apos-sancetur-desistir.ghtml


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