Policial é expulso da PM mais de um ano após matar ficante na casa da madrinha da vítima
09/06/2026
(Foto: Reprodução) Policiais realizam perícia no apartamento onde PM matou mulher, em Piedade
O policial militar Leonardo Vieira Gomes foi expulso da PM por matar sua "ficante". O crime aconteceu em abril de 2025, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife (veja vídeo acima). A vítima foi a comerciante e estudante de gastronomia Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos.
Leonardo Vieira foi preso em flagrante em 12 de abril de 2015, mas recebeu liberdade provisória no mesmo dia. A decisão da expulsão do policial, assinada pelo secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (9).
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A expulsão do policial aconteceu mais de um ano após o crime. Na decisão, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) afirmou que:
um "Processo Administrativo Disciplinar Militar foi instaurado com a finalidade de apurar as acusações";
as evidências do feminicídio são "robustas";
"o militar evadiu-se do local sem prestar socorro e alterou dolosamente a cena do crime, posicionando sua pistola pessoal na mão da vítima com o intuito de simular um suicídio e induzir a erro os peritos e as autoridades da Polícia Civil";
as atitudes do servidor são "inaceitáveis para um agente garantidor da legalidade e revelando-se condutas gravíssimas e incompatíveis com a função policial militar";
a sua exclusão foi a bem de disciplina.
O g1 tenta contato com a defesa do ex-PM, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Também não foi confirmado se Leonardo Vieira continua em liberdade ou foi preso novamente.
Amanda Carolina Pacheco Pereira foi morta por policial militar em Jaboatão
Reprodução/Instagram
Relembre o caso
O policial militar Leonardo Vieira Gomes, na época com 40 anos, foi preso em flagrante por matar a companheira em abril de 2025;
Ele e a vítima, Amanda Carolina Pacheco, de 34 anos, estavam bebendo juntos na casa da madrinha da mulher, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes;
A madrinha da vítima estava dormindo quando escutou um tiro;
Ao chegar no cômodo, ela encontrou a afilhada morta com a arma na mão, e Leonardo havia fugido;
Outro parente da vítima contou que, momentos antes do disparo, o casal estava "bebendo, rindo e conversando";
Segundo a Polícia Militar, Leonardo se apresentou na Delegacia de Prazeres, em Jaboatão, onde foi preso em flagrante;
No mesmo dia, em 12 de abril de 2025, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) concedeu liberdade provisória ao criminoso;
A decisão judicial apontou que, apesar da violência do ato, "não há indicativos" de que a liberdade do policial pode prejudicar o processo, como risco de fuga, pois ele tinha residência fixa e era policial militar da ativa;
Entre as medidas cautelares aplicadas, estavam comparecer mensalmente em Juízo para informar e justificar suas atividades, não mudar de residência ou se ausentar da Comarca em que reside por mais de oito dias sem prévia comunicação à autoridade processante, manter atividade lícita (estudo e trabalho) e manter atualizado seu número de celular.
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