Pecuarista achado morto após matar jovem não tinha marcas de violência e pode ter sofrido infarto, diz defesa
02/11/2026
(Foto: Reprodução) João Roberto Bolelli, de 62 anos, é suspeito de matar a tiros Priscila Lacerda Custodio em Rifaina, SP
Reprodução/EPTV
O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a ex-companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, em Rifaina (SP), foi encontrado morto sem marcas de violência. A suspeita principal é de que tenha sofrido um infarto, segundo a advogada da família, Lauriane Baldini França.
Segundo ela, conversas preliminares com peritos e com a Guarda Civil Municipal no local onde o corpo foi achado indicam que a morte ocorreu possivelmente no próprio dia do crime, na terça-feira, 27 de outubro.
"Ele era portador de diabetes, tomava insulina três vezes ao dia, fazia tratamento de coração. Pela pré-conversa com a perícia e com a GCM, foi um infarto. E provavelmente no dia dos fatos. Nada de morte violenta", afirmou Lauriane, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
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O corpo de Bolelli foi localizado na manhã desta segunda-feira (2) por familiares e funcionários no pé de um morro da fazenda da família em Rifaina, próximo ao local onde a caminhonete dele havia sido abandonada na semana passada.
Pecuarista suspeito de matar jovem em Rifaina, SP, é encontrado morto
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A advogada destacou que não foram encontradas perfurações de arma de fogo ou lesões corporais e que nenhuma arma foi recolhida junto ao investigado. "Não foi encontrada a arma. Ninguém sabe da arma", ressaltou.
De acordo com Lauriane, o estado de saúde do pecuarista era delicado e exigia medicação diária e contínua, o que reforça a tese da família de que ele não resistiu ao estresse e às complicações do quadro metabólico e cardíaco logo após o episódio.
"Pelo estado, ele morreu no mesmo dia dos fatos", pontuou a advogada, reiterando que a família se encontrava em extrema angústia sem saber o paradeiro do investigado, ciente de suas limitações físicas.
O corpo do pecuarista foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Franca (SP), onde exames necroscópicos e laudos periciais detalhados indicarão oficialmente a causa e a data do óbito.
Feminicídio em Rifaina
Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, era empresária de marketing digital e natural de Perdizes (MG). Na noite de 27 de outubro, ela viajou 100 km até Rifaina acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete a Bolelli e encerrar um relacionamento casual mantido com ele.
Na entrada de uma propriedade rural às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), o casal discutiu por causa de aparelhos celulares.
Região onde pecuarista foi encontrado morto em Rifaina (SP) dias depois de matar jovem de 24 anos.
Reprodução/ EPTV
Durante a briga, Bolelli sacou uma arma e atirou no abdômen da jovem, segundo testemunhas. Ele fugiu em seguida no próprio veículo. Priscila chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
Bolelli era considerado foragido desde quando a Justiça de Pedregulho (SP) decretou sua prisão preventiva por feminicídio.
Com a confirmação da morte do investigado, a Polícia Civil e o Ministério Público devem formalizar o encerramento das apurações.
Segundo a legislação penal, a morte do agente extingue a punibilidade do crime, levando ao arquivamento do inquérito policial após a apresentação da certidão de óbito e dos laudos periciais.
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