Novas investidas dos EUA contra o Brasil são mais difíceis de serem rebatidas
13/03/2026
(Foto: Reprodução) O Itamaraty classificou de ingerência em assuntos internos o pedido para que um assessor do presidente norte-americano Donald Trump, Darren Beattie, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
E o Brasil ainda busca evitar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Essas novas investidas do governo Donald Trump são, porém, mais difíceis de serem rebatidas e atacadas.
A avaliação é de interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recomendam ao governo não cair em provocações de auxiliares do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Mesmo porque, até agora o governo não sabe se essas novas investidas contam com apoio total de Trump e isso só ficará mais claro quando Lula se encontrar com o americano na Casa Branca (entenda mais abaixo).
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No caso do tarifaço, destacam assessores de Lula, o governo teve ganhos políticos com o discurso acertado de defesa da soberania nacional. Agora, eles destacam a dificuldade de rebater essas novas provocações da equipe de Trump.
Segundo esses assessores, não é nada fácil passar a mensagem de que classificar as duas organizações criminosas como terroristas é prejudicial para o país para uma população que coloca segurança pública como uma de suas principais preocupações.
A dúvida dentro do governo brasileiro é se Trump endossa totalmente essas novas ações, sinais de que a turma do Maga (Make American Great Again) voltou a colocar as manguinhas de fora.
Tal como fez durante o tarifaço contra o Brasil, mas que teve de recuar depois que Donald Trump passou a conversar e atender pedidos do presidente Lula.
Darren Beattie, político de extrema direita nomeado para cargo de 'assessor sênior para a política em relação ao Brasil'.
Divulgação/Departamento de Estado dos EUA