Nação Zumbi chega com discrição e contagia João Rock com manguebeat e legado de Chico Science

  • 01/08/2026
Nação Zumbi mostra a força da música pernambucana no João Rock 2026 Sob os raios do fim da tarde de sábado (1º), o Nação Zumbi subiu ao palco de modo discreto, mas deixou uma mensagem forte aos fãs do manguebeat no João Rock 2026, em Ribeirão Preto (SP). Isso, tanto para os saudosos de Chico Science e pelo icônico álbum "Afrociberdelia", quanto para os que seguem acompanhando a banda, na estrada há quase 35 anos. “Isso aqui é uma resistência, para que a música do Brasil, a música autoral se mostre e se propague”, disse Jorge Du Peixe à multidão que prestigiou o show no palco Brasil. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Era apenas o início de um momento especial no festival, com canções que consolidam a história de um dos principais nomes da música pernambucana e que voltou ao evento em Ribeirão Preto depois de nove anos. “Vamos dançar e mexer o esqueleto e cantar junto” disse o cantor, antes de começar o show com "Computadores Fazem Arte", música icônica do álbum Da Lama ao Caos (1994). “Não pense que você é o primeiro. A pensar desse jeito alguém já deve ter pensado igual em algum outro lugar", seguiu a banda, com "Defeito Perfeito", lançada em 2014. Do mesmo álbum viria também “Foi de Amor.” LEIA TAMBÉM Urias estreia no João Rock com show político, representatividade LGBT+ Negra Li revive parceria de 20 anos com Charlie Brown Jr. no João Rock: 'Não tem como não se emocionar' Chico Chico fica à vontade no João Rock, relembra Cássia Eller e passeia pela MPB Com um “Viva Chico”, aclamado pelo público, a banda seguiu com “Novas Auroras”, mas logo entoou “Um Passeio no Mundo Livre", faixa clássica de Science e da Nação no Afrociberdelia (1996), álbum que inspira a turnê mais recente do grupo, o último gravado antes da morte de Chico em 1997. Do mesmo projeto, os pernambucanos arrancaram aplausos com "Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada". Era um aperitivo para o clássico "Manguetown". Do mesmo projeto, mais tarde também viria "O Cidadão do Mundo." Com "Samba Makossa" e "Banditismo por uma questão de classe", Jorge e companhia voltaram a 1994 e elevaram a nostalgia dos fãs. Na sequência, a banda desacelerou as batidas com "Um Sonho", mas o público continuou empolgado. "Estão comendo o mundo pelas beiradas. Roendo tudo, quase não sobra nada", cantou a multidão o trecho da música lançada pelos pernambucanos em 2014. Mas os ânimos logo voltaram a esquentar. Era hora de cantar ao balanço das rimas rápidas e batidas de "Quando a Maré Encher", sucesso dos anos 2000 também conhecido na voz de Cássia Eller. Já com a noite tomando conta do Parque Permanente de Exposições e para encerrar sua participação no festival no interior de São Paulo, a Nação Zumbi atendeu as expectativas e deixou um gostinho de "quero mais" quando tocou a quase obrigatória "Maracatu Atômico", um dos maiores sucessos do grupo, também parte do icônico "Afrociberdelia". Veja tudo sobre o João Rock 2026

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/joao-rock/noticia/2026/08/01/nacao-zumbi-chega-com-discricao-e-contagia-joao-rock-com-manguebeat-e-legado-de-chico-science.ghtml


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