Motorista perde R$ 16,8 mil após passar 4h em videochamada por falsa vaga de emprego em Campo Grande
11/08/2026
(Foto: Reprodução) Agora no g1
Um motorista de caminhão, de 56 anos, teve um prejuízo de R$ 16.809 após cair no golpe de uma falsa vaga de emprego, em Campo Grande. Um golpista teria utilizado informações pessoais e imagens fornecidas pela vítima durante uma videochamada de aproximadamente 4h35 para contratar um empréstimo no nome da vítima, segundo relato feito à Polícia Civil.
Conforme o registro policial, o motorista contou que ficou sabendo da suposta oportunidade de trabalho no dia 3 de agosto, por meio de um falso anúncio publicado no Facebook. A vaga informava que uma transportadora estaria interessada em agregar mais caminhões à sua frota.
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Interessado na oportunidade, o motorista acessou um link disponibilizado no anúncio e iniciou uma conversa pelo WhatsApp com uma pessoa que se identificou como Gabriel.
Durante as conversas mantidas nos dias 3 e 4 de agosto, o golpista informou que o motorista receberia R$ 800 por dia pelos fretes que realizaria com seu caminhão para a empresa, caso aceitasse a proposta.
Os dois continuaram mantendo contato até segunda-feira (10), quando iniciaram uma videochamada que durou cerca de 4h35. Durante a ligação, o golpista teria dado as orientações para que o motorista conseguisse a suposta vaga na transportadora.
Motorista ficou mais de 4h em videochamada com o suspeito.
Foto ilustrativa: Jonathan Chukwudifu/Pexels.
Entre as instruções, estava o pedido para que a vítima permanecesse com o rosto parado diante da câmera, sob a justificativa de que seria necessário fazer uma fotografia ou selfie. O golpista também pediu que o motorista compartilhasse a tela do celular.
A vítima atendeu aos pedidos e, durante a videochamada, também confirmou algumas informações pessoais.
Nesta terça-feira (11), contudo, o motorista percebeu que um empréstimo no valor de R$ 16,8 mil havia sido contratado em seu nome sem autorização. O caso foi registrado como fraude eletrônica na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro.
Empresa foi procurada
A reportagem questionou a Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo WhatsApp, sobre o caso por meio da assessoria de imprensa. Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia enviado um posicionamento.
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