Moradores denunciam uso de CPFs em retiradas de medicamentos pelo Farmácia Popular em MG

  • 11/10/2026
(Foto: Reprodução)
Os casos foram registrados pela Polícia Militar nos dias 6 e 7 de outubro de 2026 freestocks.org / Pexels Quatro moradores de Arantina, na Zona da Mata mineira, denunciaram o uso de seus CPFs em retiradas de medicamentos pelo programa Farmácia Popular que afirmam não ter autorizado. Os casos foram registrados pela Polícia Militar nos dias 6 e 7 de outubro de 2026, conforme boletins de ocorrência aos quais a TV Integração teve acesso. Os moradores descobriram as movimentações ao consultar o aplicativo Meu SUS Digital, depois de receberem informações de que outras pessoas da cidade também poderiam estar sendo vítimas de irregularidades. Nos históricos, eles identificaram registros de medicamentos que dizem nunca ter solicitado ou retirado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Os quatro boletins de ocorrência apontam para uma mesma drogaria, localizada no centro da cidade. O Ministério da Saúde confirmou que recebeu duas denúncias relacionadas ao caso e informou que a participação do estabelecimento no programa foi suspensa. A farmácia está sob investigação. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as possíveis irregularidades. Em nota, informou que já está entrando em contato com as vítimas para tomar as providências necessárias. Agora no g1 Medicamentos não retirados Entre os casos descritos nos boletins estão os de dois homens, de 32 e 37 anos, e duas mulheres, de 35 e 48 anos. Um dos homens identificou quatro medicamentos registrados em seu nome: espironolactona, Glifage XR, succinato de metoprolol e Zart. A mulher de 35 anos encontrou cinco medicamentos vinculados ao CPF dela. O homem de 37 anos também identificou cinco registros, com movimentações datadas de 30 de junho e 21 de agosto de 2025. Já a mulher de 48 anos relatou ter encontrado dez medicamentos registrados em seu nome. Os boletins não detalham os nomes dos remédios nesses três últimos casos. Em todos os registros, os moradores afirmam que não autorizaram as retiradas identificadas no sistema. Origem dos dados deve ser apurada Segundo os relatos registrados nos boletins, moradores levantaram a hipótese de que os dados pessoais possam ter sido obtidos por meio de cadastros feitos em uma academia da cidade. A suspeita, no entanto, não foi confirmada. A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e que divulgará mais informações assim que possível. Leia também: Troca de rins entre famílias permite transplante renal inédito entre hospitais Santa Casa de Juiz de Fora bate recorde de transplantes renais em 2024 O que diz o Ministério da Saúde "O Ministério da Saúde realiza monitoramento regular no Programa Farmácia Popular, com mecanismos robustos de controle no Sistema Autorizador de Vendas e tecnologias que permitem identificar padrões atípicos na frequência de retirada de medicamentos e na quantidade dispensada em relação à população atendida, entre outros critérios. Em agosto deste ano, foi publicada uma portaria de modernização do programa, que, entre outras ações, prevê a implementação de novos critérios para a classificação de risco. No início de outubro, o Ministério da Saúde recebeu duas denúncias relacionadas ao caso mencionado, com ocorrência em Arantina. A farmácia teve suas atividades no programa suspensas e está sob investigação." VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/10/11/moradores-denunciam-uso-de-cpfs-em-retiradas-de-medicamentos-pelo-farmacia-popular-em-mg.ghtml


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