Mais de 60% das mulheres cearenses têm medo de sofrer violência sexual, aponta pesquisa

  • 07/04/2026
(Foto: Reprodução)
Violência sexual é um medo para 61% das mulheres cearenses, aponta pesquisa Adobe Stock A violência sexual é um medo para 61% das mulheres cearenses, conforme revela a pesquisa ‘Mulher Coragem, os medos e demandas das mulheres cearenses por segurança”. O levantamento foi realizado pela Ipsos-Ipec, em parceria com o Diário do Nordeste e o Instituto Patrícia Galvão. Dentre os casos de violência sexual, o levantamento aponta assédio, toques sem consentimento, importunação sexual e estupro. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp 🔎 A pesquisa entrevistou 2.032 mulheres, com idades a partir dos 16 anos, em 77 cidades do Ceará entre os dias 1º e 14 de outubro de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo também revelou que 95% das mulheres entrevistadas relataram ter medo de sofrer algum tipo de violência, incluindo a violência física, psicológica, doméstica e outros tipos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Medo entre mulheres mais jovens Na pesquisa, as entrevistadas foram perguntadas sobre quais tipos de violência elas mais têm medo de sofrer. Como resultado, o levantamento mostra que o principal medo enfrentado por elas é o da violência sexual. O estudo também detalhou que o medo da violência sexual é generalizado, sendo o mais frequente para todas as faixas etárias. No entanto, o medo está mais presente nas mulheres mais jovens. Com maior percentual entre cearenses com até 34 anos, os números tendem a diminuir entre mulheres mais velhas. Ainda assim, quase metade das mulheres acima dos 60 anos relatam este medo. Medo da violência sexual entre mulheres, por faixa etária: 16 a 24 anos: 78% 25 a 34 anos: 72% 35 a 44 anos: 61% 45 a 59 anos: 54% 60 anos e mais: 43% Mais da metade já sofreu violência O estudo também perguntou às mulheres se elas já sofreram algum tipo de violência. A resposta foi “sim” para 51% das entrevistadas. Dentre os tipos de violência vivenciados, o mais frequente foi a violência psicológica. Tipos de violência já vivenciadas pelas mulheres cearenses: 28% - Violência psicológica 16% - Violência física 15% - Violência sexual 11% - Violência doméstica 9% - Violência virtual 6% - Violência patrimonial 8% Violência institucional 3% - Violência policial 48% - Não sofreram nenhum desses tipos de violência A violência psicológica foi mais prevalente em todas as faixas etárias, sendo maior entre mulheres de 16 a 24 anos (37%) e menor entre mulheres acima dos 60 anos (16%). Impunidade dos agressores é fator mais apontado Casa da Mulher Brasileira oferece apoio psicossocial e de garantia de direitos para mulheres em situação de violência. Governo do Ceará/ Divulgação Dentre os fatores que, na opinião das mulheres ouvidas pela pesquisa, mais contribuem para a insegurança e a violência contra as mulheres no Ceará, a impunidade dos agressores aparece em primeiro lugar. Fatores que contribuem para insegurança e violência contra as mulheres: 37% - Impunidade dos agressores 29% - Pouco policiamento 28% - Cultura machista 27% - Vícios (álcool, drogas) dos agressores 26% - Falta de segurança dentro do transporte público 20% - Falta de empatia/solidariedade 19% - Falta de segurança nos pontos de ônibus e terminais 14% - Espaços públicos abandonados 12% - Falta de segurança dentro do transporte individual por aplicativos (Uber, táxi, etc.) 11% - Despreparo dos agentes da polícia 10% - Falta de iluminação pública adequada 8% - Falta de canais de denúncia eficazes 3% - Não sabe/ Não respondeu A pesquisa ressalta, ainda, que a cultura machista foi apontada majoritariamente entre mulheres com idades entre 16 e 24 anos (37%) e entre 25 e 34 anos (36%). Para mulheres acima de 60 anos, este fator foi apontado apenas para 16%. Conforme o levantamento, este aspecto revela diferenças geracionais, visto que as entrevistadas mais jovens enfatizam o machismo, enquanto as mais idosas tendem a minimizar este fator. 🔎 Confira outros destaques do levantamento: 40% das mulheres afirmaram que mudam hábitos em suas rotinas por medo ou insegurança por serem mulheres. Na maioria dos casos (68%), elas evitam sair sozinhas de casa, principalmente à noite. Quando perguntadas sobre ambientes em que se sentem mais seguras como mulheres, a maioria das entrevistadas respondeu que isso acontece em suas próprias casas (83%) e na casa de amigos e parentes (66%). Por outro lado, os espaços públicos são percebidos como locais mais inseguros: apenas 10% se sentem seguras no transporte público ou enquanto aguardam em pontos de ônibus e terminais. E 13% se sentem seguras em ruas, praças e parques. Dentre os canais de denúncia e apoio às mulheres, os mais conhecidos são o contato da Polícia Militar (71%), a Delegacia da Mulher (57%) e o Disque 180 (56%). Para diminuir o medo e a insegurança, a maioria acredita que é necessário aumentar o policiamento nas ruas (56%), aumentar a segurança dentro dos transportes coletivos (36%) e capacitar agentes de polícia para atender casos de violência e assédio contra a mulher (29%). Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/04/07/mais-de-60percent-das-mulheres-cearenses-tem-medo-de-sofrer-violencia-sexual-aponta-pesquisa.ghtml


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