Filha de Thiago Rangel foi exonerada de cargo no Governo do RJ um dia antes de operação da PF que prendeu o pai
05/05/2026
(Foto: Reprodução) O deputado Thiago Rangel e a filha Thamires Rangel, eleita vereadora em Campos
Reprodução redes sociais
A vereadora de Campos dos Goytacazes Thamires Rangel (PMB), filha do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), foi exonerada de um cargo no governo do estado do Rio de Janeiro um dia antes da operação da Polícia Federal que prendeu o parlamentar.
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A exoneração foi assinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, e publicada no Diário Oficial com data de 4 de maio. O ato retirou Thamires do cargo de subsecretária adjunta de Conscientização Ambiental, função que ela ocupava na Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, desde 2025, quando foi nomeada pelo então governador Cláudio Castro (PL).
A informação sobre a saída de Thamires foi publicada inicialmente pelo Portal Tempo Real e confirmada pelo g1. Após a exoneração, a vereadora anunciou nas redes sociais que retornaria ao exercício do mandato na Câmara Municipal de Campos.
Deputado estadual Thiago Rangel é preso pela PF na 4ª fase da Operação Unha e Carne
Thiago Rangel foi preso nesta terça-feira (5) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de fraudes em contratos públicos ligados à Secretaria Estadual de Educação.
Ligação com investigação
A decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a operação cita a campanha eleitoral de Thamires como um dos possíveis destinos de recursos de um esquema investigado pela Polícia Federal.
Segundo a PF, há indícios de que um montante de até R$ 2,9 milhões em caixa dois teria sido prometido para financiar campanhas políticas ligadas ao grupo de Thiago Rangel.
Entre os beneficiários mencionados está a própria filha do deputado, eleita vereadora em 2024.
O deputado Thiago Rangel ao lado da filha Thamires Rangel e do secretário secretário estadual do Ambiente Bernardo Rossi.
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A investigação também aponta que outros candidatos ligados à base política do parlamentar em Campos dos Goytacazes podem ter sido beneficiados.
Contexto da operação
A 4ª fase da Operação Unha e Carne apura um esquema que, segundo a Polícia Federal, envolvia:
direcionamento de contratos públicos;
fraudes em licitações;
desvio de recursos;
e financiamento irregular de campanhas.
De acordo com a decisão do STF, o grupo teria atuado principalmente em contratos relacionados a obras e serviços em escolas estaduais, especialmente na região Norte Fluminense.
A investigação é um desdobramento de provas obtidas em fases anteriores da operação, que já haviam revelado conexões entre agentes públicos e esquemas de corrupção.