Ex-empregada doméstica é indiciada por extorquir mais de R$ 20 mil após ameaçar expor conteúdo íntimo no PI
11/08/2026
(Foto: Reprodução) Viatura da Polícia Civil do Piauí
PC-PI
Uma ex-empregada doméstica identificada pelas iniciais E. S. M. foi indiciada pela Polícia Civil do Piauí suspeita de extorquir mais de R$ 20 mil de um homem após ameaçar expor conteúdos e informações íntimas relacionados a um relacionamento mantido entre os dois em 2023. O inquérito foi concluído nesta terça-feira (11) pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Uruçuí, no Sul do estado.
Ao g1, o delegado Marcos Halan, responsável pela investigação, conta que após o fim do relacionamento a suspeita teria passado a exigir pagamentos sucessivos para não expor conversas íntimas à esposa da vítima e a outras pessoas.
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De acordo com a Polícia Civil, os documentos bancários reunidos no inquérito apontam que a vítima realizou diversas transferências via PIX, em um valor que ultrapassa R$ 20 mil.
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Ameaças teriam aumentado após recusa de novos pagamentos
Ainda de acordo com a investigação, em julho de 2026 a vítima se recusou a continuar fazendo os pagamentos. A partir disso, as ameaças teriam se intensificado.
A suspeita teria usado múltiplos números de telefone para enviar mensagens à esposa da vítima e ameaçado criar perfis falsos em redes sociais para divulgar conteúdos de natureza íntima, com o objetivo de pressionar o homem a realizar novos repasses financeiros.
Segundo o delegado, a mulher reconheceu que fazia as cobranças e afirmou que parte do dinheiro era utilizada para custear uma compulsão relacionada a jogos de azar.
Indiciamento por extorsão
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil promoveu o indiciamento formal de E. S. M. pelo crime de extorsão.
O delegado Marcos Halan destacou que chantagem, ameaças e constrangimento usados para obter dinheiro ou qualquer vantagem econômica configuram condutas graves e podem resultar em pena de reclusão e multa.
A Polícia Civil também ressaltou que dificuldades financeiras, problemas pessoais ou compulsão por jogos não justificam a prática de crimes e orientou possíveis vítimas a não cederem às exigências, preservarem mensagens, comprovantes de pagamento, números de telefone e outros elementos que possam auxiliar nas investigações.
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