EUA apreendem mais um petroleiro ligado à Venezuela no Caribe, diz agência
15/01/2026
(Foto: Reprodução) EUA interceptam mais um petroleiro ligado à Venezuela
Os Estados Unidos apreenderam nesta quinta-feira (15) mais um petroleiro ligado à Venezuela no mar do Caribe, revelou a agência de notícias Reuters.
Dois oficiais dos EUA falaram à Reuters, sob condição de anonimato, que a apreensão ocorreu no Caribe, mas não identificaram a embarcação. O jornal norte-americano "The Wall Street Journal" afirmou que tropas dos EUA embarcaram no petroleiro.
Esta é a sexta apreensão de petroleiros ligados à Venezuela feita pelo governo Trump, em meio a um "bloqueio total" imposto ao petróleo venezuelano e à tutela do governo de Caracas e do petróleo do país pela Casa Branca após a deposição do ditador Nicolás Maduro.
O governo Trump acusa a Venezuela de utilizar uma "frota fantasma" de petroleiros para burlar sanções impostas pelo governo americano à indústria petrolífera de Caracas, e o presidente dos EUA impôs em dezembro um bloqueio total ao país.
O governo dos EUA não se pronunciou de forma oficial sobre a apreensão desta quinta-feira até a última atualização desta reportagem.
A nova apreensão ocorre horas antes de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a opositora venezuelana María Corina Machado, marcado para as 14h, no horário de Brasília, na Casa Branca.
Investida dos EUA contra petroleiros
EUA mostram nova apreensão de petroleiro no Mar do Caribe
A apreensão mais recente pelos EUA de um petroleiro ligado à Venezuela ocorreu na última sexta-feira (9) no Caribe, perto de Trinidad e Tobago.
"Mais uma vez, nossas forças conjuntas interagências enviaram uma mensagem clara esta manhã: 'não há refúgio seguro para criminosos'. A Operação Southern Spear do Departamento de Guerra mantém-se firme em sua missão de defender nossa pátria, pondo fim às atividades ilícitas e restaurando a segurança no Hemisfério Ocidental", diz o post que traz também um vídeo (veja abaixo).
O navio, identificado como Olina, navegava falsamente sob a bandeira de Timor-Leste, segundo a base de dados pública de navegação Equasis. Ele estava sancionado pelos EUA desde janeiro do ano passado, quando ainda se chamava Minerva M.
Uma fonte do setor marítimo afirmou à agência de notícias Reuters que o petroleiro havia deixado a Venezuela na semana passada, totalmente carregado com petróleo, logo após os EUA prenderem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e estava retornando ao país, também totalmente carregado.
"O rastreador AIS (de localização) da embarcação esteve ativo pela última vez há 52 dias na ZEE venezuelana, a nordeste de Curaçao. A apreensão ocorre após uma longa perseguição a navios-tanque ligados a carregamentos de petróleo venezuelano sujeitos a sanções na região", afirma a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard.
EUA mostram navio da Guarda Costeira emparelhando com petroleiro Marinera durante operação de apreensão no Oceano Atlântico Norte em 7 de janeiro de 2026.
Divulgação/Guarda Costeira dos EUA
Na quarta-feira (7), ocorreram duas apreensões de petroleiros no mesmo dia:
a do Marinera (antigo Bella 1), ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa
a do M/T Sophia, ligado à Venezuela, de bandeira panamenha
Após as apreensões, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos "continua em vigor em todo o mundo".
O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um "bloqueio total" às embarcações. Duas delas foram interceptadas em 2025.
Perseguição de guerra em alto-mar: entenda como foi a captura do petroleiro clandestino pelos EUA
Soldados americanos entrando no petroleiro Olina
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