Empresários são acusados de sumir com investimentos de clientes em corretoras de Ribeirão Preto, SP

  • 04/02/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça torna réus três empresários suspeitos de sumir com dinheiro de investidores A Justiça Federal aceitou uma denúncia contra três empresários de Ribeirão Preto (SP) acusados de causar prejuízos a clientes de corretoras de investimentos e de realizar operações financeiras sem autorização do sistema financeiro nacional. De acordo com informações do processo, mais de 600 pessoas aplicaram recursos na Mercatore e na Meca Investimentos, com a promessa de rentabilidade acima da média, mas ficaram sem acesso aos rendimentos e aos aportes. Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games vão responder por crimes financeiros e associação criminosa, segundo decisão expedida em janeiro pela juíza federal Milenna Marjorie Fonseca da Cunha. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Procurados pela EPTV, afiliada da TV Globo, Felipe Rassi disse que foi vítima da Mercatore e também teve prejuízos. O advogado de Edilson Games disse que mandaria uma resposta, mas não se posicionou até a publicação desta notícia. A reportagem não conseguiu falar com Breno Pignata. Breno Pignata, Felipe Rassi e Edilson Games, acusados de causar prejuízos a clientes de corretoras de investimentos em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Prejuízos a investidores De acordo com a denúncia do MPF, os réus captaram recursos financeiros de mais de 600 pessoas, as convencendo a investir em um fundo de investimentos próprio da Mercatore e/ou da Meca. Além de promessas de rentabilidades atrativas e prejuízos limitados, os acusados prometiam um “fundo garantidor próprio”, semelhante ao Fundo Garantidor de Créditos da Bolsa de Valores, mas posteriormente impediram os clientes de resgatar o capital investido, segundo o Ministério Público Federal. LEIA TAMBÉM Grupo Fictor tem mais de 90 credores em Ribeirão Preto; dívidas somam R$ 53,4 milhões Golpe do falso advogado: como se proteger de criminosos que espelham tela para acessar contas bancárias Clientes tinham relação de confiança com CEO de banco digital suspeito de golpe milionário: 'Vivia dentro de casa' Segundo a Polícia Federal, foram ao menos 527 transações entre julho de 2018 e novembro de 2021 realizadas sem respeitar os contratos de prestação de serviços firmados com os clientes. De acordo com a denúncia, parte dos valores recebidos pela Mercatore foi destinada a empresas de capital fechado e em estágio embrionário ligadas direta ou indiretamente aos denunciados, "cujos valores recebidos acabaram dissipados sem qualquer retorno aos investidores." Outra parte, segundo a ação, foi direcionada a aplicações de elevado risco na Bolsa e resultaram em um prejuízo de R$ 16,1 milhões. A denúncia cita que, apesar de os investidores terem tido acesso a resgates parciais na Mercatore, a maioria foi privada de parte ou do total do patrimônio investido quando a empresa encerrou as atividades ao ser alvo de pedidos de liquidação de investimentos. Segundo a acusação, Breno chegou a oferecer um plano de recuperação extrajudicial, mas não cumpriu o prometido. Redes sociais da Mercatore, acusado de sumir com investimentos de clientes em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Os problemas e as operações não autorizadas, de acordo com o MPF, prosseguiram na Meca Investimentos, empresa que foi aberta por Felipe e o assessor Edilson e para onde eles levaram parte dos clientes que eram da Mercatore com a promessa de aplicação de recursos estritamente no mercado financeiro brasileiro. "As condutas criminosas supra foram repetidas na Meca (...) Felipe acabou investindo os valores dos clientes no mercado financeiro internacional." A denúncia ainda observa que, apesar da ruptura da sociedade entre Felipe e Breno em 2020, os contratos investigados mostram que Mercatore e Meca "mantinham uma relação simbiótica". Ao término das investigações, o Ministério Público Federal denunciou os empresários por atuarem como assessores de investimento sem autorização, por praticarem gestão temerária, além de apropriação indébita de valores. "Estamos diante do funcionamento da Mercatore e da Meca como instituições financeiras clandestinas (...), tendo os denunciados angariado valores milionários mediante a oferta irregular de contratos de investimento coletivo, sem prévio registro e autorização da autoridade competente", denunciou o Ministério Público Federal. Mercatore oferecia fundo garantido próprio e rendimentos acima da média de mercado, segundo o Ministério Público Federal. Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/02/04/empresarios-sao-acusados-de-sumir-com-investimentos-de-clientes-em-corretoras-de-ribeirao-preto-sp.ghtml


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