'Ela se faz presente na saudade': morte de estagiária da Rede Amazônica em acidente completa 10 anos no Acre

  • 06/04/2026
(Foto: Reprodução)
Morte de estagiária da Rede Amazônica em acidente completa 10 anos no Acre; relembre "Procuramos viver o melhor possível para não sofrer tanto". Dez anos após a morte de Marina de Oliveira Lima, de 23 anos, que era estudante de jornalismo e estagiária da Rede Amazônica, a dor da luto ainda é persistente na vida da mãe, Izaura Sampaio, que todos os dias revisita as fotos da filha na galeria do celular para relembrar momentos interrompidos por um acidente de trânsito em Rio Branco. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Marina morreu em 4 de abril de 2016, em uma segunda-feira, no caminho para mais um dia de trabalho. A jovem estava a poucos minutos de chegar à emissora, onde atuava na produção do Bom Dia Amazônia, quando um carro invadiu a contramão na Avenida Antônio da Rocha Viana, em frente ao Horto Florestal, e bateu de frente com o veículo dela. Segundo o Departamento de Polícia Técnico-Científica do Acre (DPTC), o carro causador do acidente trafegava a mais de 72 km/h em uma via com limite de 40 km/h. Marina ficou presa às ferragens e não resistiu aos ferimentos, apesar das tentativas de resgate. "A gente vive esses 10 anos com tristeza. Não é mais uma vida feliz como era antes. Em todas as comemorações, aniversário, Natal, ano novo, a Marina se faz presente na saudade. A gente chora, ora, pede a Deus consolação. A vida nunca mais foi a mesma", disse. Mãe de Marina Oliveira, morta há 10 anos em um acidente de trânsito, relembra trajetória da filha Arquivo pessoal Sonhos interrompidos À época, Marina estava perto de concluir o curso de Comunicação Social na Universidade Federal do Acre (Ufac) e se preparava para entregar o trabalho de conclusão de curso (TCC). Havia quase dois anos, conciliava a rotina de estudos com o estágio na TV, onde já era vista como uma profissional dedicada. "Aquele dia foi, com certeza, um dos piores dias de trabalho da minha vida. Estávamos esperando ela para chegar no BDA. Eu pedindo para os repórteres se posicionarem, cheguei a ver nas imagens o acidente, mas ele [repórter] nao conseguia falar, até que gritou para mim que era ela [Marina] no acidente e estava morta. Quando acabou o jornal, eu desabei. Ela tinha muita personalidade, era uma grande promessa na nossa profissão", recordou a então editora-chefe do telejornal, Dayane Leite. O repórter em questão era Oscar Xavier, que entrava ao vivo nas edições do jornal matinal. "Eu e o Luizão [cinegrafista] estávamos posicionados no Hemoacre para fazer o primeiro vivo do BDAC quando ela [Dayne] mandou a gente ir para um acidente na Antônio da Rocha Viana. Não sabíamos que chegando lá, encontraríamos Marina. Nunca vou me esquecer", rememorou. VÍDEO mostra momento em que carro de Marina de Oliveira é atingido, em abril de 2016 Além do trabalho e da formação, Marina também era reconhecida pela família como alguém que planejava o futuro com cuidado e responsabilidade. A mãe relembrou a trajetória da filha como marcada por independência e sonhos. "Marina sempre foi uma menina muito independente. Corria atrás dos sonhos, falava deles o tempo todo. Nunca me deu problemas na escola, sempre buscou aprender. Quando passou no vestibular, foi atrás de toda a documentação sozinha para conseguir se matricular. Era muito determinada", contou. Segundo Izaura, a filha também demonstrava preocupação constante com a família. "Ela dizia: 'Pai, não se preocupe, quando vocês estiverem velhos eu vou cuidar de vocês'. Era muito sonhadora. Pensava em se formar, ter um bom emprego, crescer na carreira e dar conforto para todos ao redor", disse. Marina Oliveira (ao meio) integrava a equipe do Bom Dia Amazônia Arquivo pessoal Ausência dói Após a morte, a família decidiu doar as córneas da jovem. Uma década depois, a ausência continua marcando o cotidiano. Izaura contou que as lembranças fazem parte da rotina e que embora não chore todos os dias, o luto se manifesta em detalhes e situações inesperadas. O motorista envolvido no acidente foi condenado por homicídio culposo a dois anos e quatro meses de detenção, pena convertida em prestação de serviços à comunidade, além da suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A Justiça também determinou o pagamento de indenização de R$ 5 mil por danos materiais, valor que, segundo a família, nunca foi pago. "Nada vai trazer ela de volta. O processo terminou, mas a gente não recebeu porque ele alegou não ter condições de pagar", afirmou. Mesmo após dez anos, a história de Marina permanece como lembrança de uma vida interrompida de forma abrupta. Dias antes do acidente, inclusive, mãe e filha conversaram sobre a formatura que se aproximava, quando seria concedida a ela o título de bacharela em jornalismo. "No último domingo que estivemos juntas, ela falava da festa, do vestido que ia precisar alugar. Eu disse: ‘não se preocupa, a gente vai dar um jeito’. Ela era assim, cheia de planos", lamentou. Marina Oliveira trabalhava como estagiária na Rede Amazônica Acre Arquivo pessoal VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/04/06/ela-se-faz-presente-na-saudade-morte-de-estagiaria-da-rede-amazonica-em-acidente-completa-10-anos-no-acre.ghtml


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