Crise no STF: 68% defendem aumentar exigências para nomeação de ministros, mostra Quaest
14/09/2026
(Foto: Reprodução) Estátua da Justiça em frente ao STF, em Brasília.
Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
A maioria dos brasileiros (53%) defende a adoção de um código de ética e de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e divulgada nesta segunda-feira (14). A margem de erro do levantamento é de dois pontos.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, em meio à crise interna que assolou a Corte. O STF vive atualmente conflitos internos, com um embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Os eleitores foram questionados sobre seis propostas de mudanças na Corte e podiam responder se eram favoráveis ou contrários a cada uma delas. Segundo a pesquisa, 53% se disseram favoráveis a "estabelecer um mandato com tempo fixo para os ministros", enquanto 30% foram contra a medida. Outros 4% disseram não ser "nem a favor, nem contra", e 13% não souberam responder.
A maior parte dos entrevistados (68%) também disse ser favorável a "aumentar as exigências" para a chegada de novos nomes ao Supremo. Além disso, 50% dos eleitores apoiam que o Congresso Nacional e o Judiciário possam indicar magistrados para o Supremo. Atualmente, a escolha é feita pelo presidente da República.
Os ministros do STF precisam se submeter à idade mínima de nomeação, que é de 35 anos, e à aposentadoria compulsória, aos 75 anos, mas não há um tempo fixo para atuação na Corte. Diversos juristas têm defendido o estabelecimento de um mandato com 12 anos de duração para os futuros ministros, mas a proposta ainda precisa ser discutida no Congresso.
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Desconfiança no STF
O levantamento também captou que 56% dizem "não confiar" no Supremo, enquanto 9% dizem "confiar muito". Outros 30% responderam "confiar pouco". O número subiu dez pontos em relação à pesquisa passada, divulgada em agosto.
O percentual voltou a patamares próximos aos registrados nos meses de abril e maio de 2026. Em abril, 53% dos entrevistados diziam não confiar no STF. Em maio, o índice chegou a 55%.