Coreógrafo de quadrilha junina é morto a tiros dentro de casa em Itapuã
07/02/2026
(Foto: Reprodução) Jhonata Carlos Gonzaga Estrela Gomes, de 36 anos, foi morto a tiros em casa na sexta (6)
Redes Sociais / Divulgação
O corpo do coreógrafo Jhonata Carlos Gonzaga Estrela Gomes, de 36 anos, morto a tiros na noite de sexta-feira (6), dentro de casa, em Itapuã, foi enterrado na manhãs deste sábado (7), no Cemitério Quinta dos Lázaros, em Salvador.
A cerimônia foi marcada por comoção e homenagens. Familiares, amigos e integrantes de quadrilhas juninas se reuniram para se despedir e cobrar respostas sobre o crime.
Jhon, como era conhecido, trabalhava como porteiro em uma escola em Itapuã e também dirigia para aplicativos. Ele era coreógrafo da quadrilha junina mirim Germe da Era, criada por sua família no bairro de Pero Vaz, onde atuava desde criança. O grupo é reconhecido pelo trabalho social com crianças e adolescentes.
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Segundo as primeiras informações, Jhonata foi morto a tiros na noite de sexta-feira (6), dentro da casa onde morava, na Rua Santana, em Itapuã. A residência foi arrombada por homens armados. Ele estava com a esposa no momento da invasão.
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A mulher conseguiu fugir ao pular a janela do quarto. Jhon também tentou escapar pelo mesmo local, mas foi alcançado no corredor externo. Ele foi baleado e não resistiu. Os suspeitos fugiram.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Familiares e amigos estão abalados e afirmam que Jhon não tinha qualquer envolvimento com a criminalidade. Eles dizem que o crime pareceu uma execução e pedem investigação rigorosa. Todos destacam a conduta dele e o trabalho comunitário que desenvolvia há anos.
A deputada estadual Olivia Santana comentou a morte nas redes sociais. Ela disse estar “chocada” com o crime e destacou o papel de Jhon no trabalho com crianças das comunidades da Liberdade e de Pero Vaz.
A parlamentar lembrou que, no São João passado, a filha do coreógrafo emocionou o público ao narrar o enredo da quadrilha. A menina, de 10 anos, contou que aprendeu o texto com o pai, que a treinava sempre que chegava do trabalho.
Olivia também afirmou que Jhon era o braço direito de Ninha, sua mãe, que herdou a quadrilha de Dona Naná, figura tradicional do bairro da Liberdade. Ela lamentou que Ninha se some agora a tantas mães negras que perderam filhos para a violência. “Que a justiça seja feita”, escreveu a deputada, que também prestou solidariedade à família e às crianças da quadrilha.
O que diz a Polícia Militar
A Polícia Militar informou que policiais do 32º BPM foram acionados na madrugada de sexta-feira (6) para apurar uma denúncia de disparos de arma de fogo na Rua Santana, nº 29, em Itapuã.
No local, os agentes encontraram um homem ferido por tiros. Ele não resistiu aos ferimentos. A área foi isolada e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia.
O que diz a Polícia Civil
A Polícia Civil informou que equipes do SILC/DHPP foram acionadas na sexta-feira (6) para investigar a morte de Jhonata e a tentativa de homicídio contra uma mulher, na Rua Santana, em Itapuã.
Segundo informações preliminares, a casa onde as vítimas estavam foi arrombada por suspeitos armados, que atiraram contra Jhonata e fugiram em seguida.
O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), que segue realizando oitivas e diligências para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime.
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