Chuvas deixaram 4 mil mortos e 10,5 milhões fora de casa em 33 anos

  • 25/02/2026
(Foto: Reprodução)
Chuva causa deslizamentos em Juiz de Fora e bombeiros procuram por desaparecidos Entre 1991 e 2024, desastres associados a chuvas no Brasil deixaram ao menos 4.079 mortos e cerca de 10,5 milhões de pessoas desalojadas ou desabrigadas. Os dados fazem parte do Atlas de Desastres, base nacional consolidada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional a partir de registros de estados e municípios. Foi afetado pelas enchentes ou tem uma história para contar? Fale com o g1. Nos últimos dias, os temporais voltaram a provocar mortes e deslocamentos. Em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, as chuvas deixaram 29 mortos e mais de 3 mil pessoas desabrigadas. Foi decretado estado de calamidade pública e aulas foram. Há ao menos 39 desaparecidos. A Defesa Civil emitiu alerta extremo para risco de deslizamentos e orientou que moradores evitassem áreas de risco. Segundo a prefeitura de Juiz de Fora, este foi o fevereiro mais chuvoso da história da cidade, com 584 milímetros acumulados. No Rio de Janeiro, a chuva em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, matou uma idosa de 85 anos depois que o muro da casa cedeu e atingiu o imóvel. Ao menos 600 pessoas ficaram desalojadas. O município chegou ao estágio máximo de alerta e acionou sirenes em áreas de risco. Moradores relataram que a água invadiu casas e destruiu móveis e eletrodomésticos. Na série histórica, o ano com maior número de mortes foi 2011, com 926 óbitos. Naquele ano, a Região Serrana do Rio de Janeiro registrou uma das maiores tragédias climáticas da história do país, com mais de 900 mortos e milhares de desabrigados após temporais que provocaram deslizamentos e enchentes em municípios como Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis. Em 2022, o segundo maior número de mortes da série histórica também esteve ligado à Região Serrana do Rio. Naquele ano, Petrópolis registrou 242 vítimas após temporais nos dias 15 de fevereiro e 20 de março. Só na primeira data, em poucas horas, a cidade acumulou cerca de 250 milímetros de chuva, volume superior ao esperado para todo o mês, provocando deslizamentos em mais de 20 pontos, transbordamento de rios e deixando milhares de pessoas desalojadas ou desabrigadas. 🔍 Os dados do atlas incluem eventos como alagamentos, enxurradas, inundações e chuvas intensas até 2024. As informações de 2025 só serão consolidadas até maio deste ano. A base também mostra anos recentes com elevado número de vítimas. Em 2024, o total foi de 255 óbitos. Além das mortes, o atlas contabiliza cerca de 10,57 milhões de pessoas desalojadas ou desabrigadas entre 1991 e 2024. Mortes e desalojados por chuvas desde 1991. Arte/g1 Em 2009, quase 900 mil pessoas tiveram de deixar suas casas. Em 2022, foram 865.005 registros. Em 2024, 1.062.553 pessoas ficaram fora de casa por causa de desastres associados a chuvas. Naquele ano, o país registrou um dos maiores episódios recentes de deslocamento. No Rio Grande do Sul, enchentes atingiram mais de 400 municípios, deixaram ao menos 146 mortos e afetaram mais de 2 milhões de pessoas em poucos dias. Bairros inteiros ficaram inundados, e milhares de moradores tiveram de sair de casa. A tragédia foi considerada a maior crise climática da história do estado e levou à decretação de calamidade pública. LEIA MAIS: Deslizamentos de terra na enchente de 2024 no RS foram 'maior evento de movimentos de massa' da história no Brasil, aponta estudo Os impactos também aparecem nos danos materiais. Entre 1995 e 2022, os prejuízos associados a desastres provocados por chuvas somaram R$ 122,99 bilhões. O cálculo considera alagamentos, enxurradas, inundações e chuvas intensas. Chuvas deixam mortos em Juiz de Fora Divulgação Corpo de Bombeiros/via AFP GIF fotos da destruição da chuva em Juiz de Fora, MG Maria Elisa Diniz/TV Integração, Gabriel Landim/TV Integracão, Luiza Sudré/g1 e Carol Delgado/g1

FONTE: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/02/25/chuvas-deixaram-4-mil-mortos-e-105-milhoes-fora-de-casa-em-33-anos.ghtml


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