Caso Miguel: TJPE nega último recurso da 2ª instância e mantém condenação de Sari Corte Real a 7 anos de prisão

  • 21/05/2026
(Foto: Reprodução)
Sari Corte Real Fantástico O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) negou mais um recurso apresentado pela defesa de Sari Corte Real e manteve a condenação a 7 anos de prisão pela morte do menino Miguel, que caiu do 9º andar de um prédio de luxo no dia 2 de junho de 2020 (relembre o caso abaixo). Ela segue respondendo ao processo em liberdade. Esse foi o último recurso analisado na segunda instância do TJPE. Se a ré recorrer novamente, o caso vai para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O g1 tenta contato com a defesa dela. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O julgamento foi realizado na tarde desta quinta-feira (21), na Seção Criminal do TJPE. De acordo com o tribunal, os desembargadores decidiram, por 6 votos a 5, pela rejeição dos embargos infringentes interpostos pelos advogados de Sari — tipo de recurso utilizado para reverter uma pena imposta anteriormente. Em julho do ano passado, a 3ª Câmara Criminal rejeitou os outros recursos, mantendo a decisão que reduziu a pena de 8 anos e 6 meses de prisão para 7 anos de detenção em regime fechado, de novembro de 2023. Agora no g1 Segundo o TJPE, o julgamento desta quinta (21) começou às 14h16 com as sustentações orais do assistente de acusação, o advogado Jailson Rocha, que representa a mãe de Miguel, Mirtes Renata, e do advogado Célio Avelino, que defende Sari Corte Real. Nos embargos, ele pediu que a pena fosse reduzida para 6 anos de prisão. De acordo com o TJ, houve um empate no julgamento. Cinco desembargadores entenderam que o fato de a vítima ter 5 anos não agravava a pena e, por isso, votaram a favor do pedido da defesa. Já os outros cinco foram contra essa ideia (veja os nomes na lista abaixo). O voto de desempate coube ao presidente da Seção Criminal, o desembargador Mauro Alencar de Barros, que negou o recurso de Sari. A sessão terminou às 15h40. Votaram a favor da redução da pena os desembargadores: Evandro Magalhães, relator do caso; Daisy Andrade; Marcos Antônio Matos de Carvalho; Demócrito Ramos Reinaldo Filho; Carlos Gil Rodrigues Filho. Votaram por manter a condenação: José Viana Ulisses Filho; Honório Gomes do Rego Filho; Eduardo Guilliod Maranhão; Eudes França; Cláudio Jean Nogueira Virgínio; Mauro Alencar de Barros. Relembre o caso Laudo pericial sobre a morte do menino Miguel desmente versão de Sari Corte Real Em 2 de junho de 2020, Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, caiu do 9º andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, no bairro de São José, no Centro da cidade; Mirtes, mãe dele, tinha descido ao térreo para passear com a cadela dos patrões, enquanto a então patroa, Sari Corte Real, responsável por cuidar do menino naquele momento, pintava as unhas com uma manicure; O garoto ficou no apartamento de Sari, localizado no 5º andar e, num determinado momento, correu até o elevador; Imagens de uma câmera de segurança mostram Sari Corte Real apertando um botão do elevador e deixando a porta fechar com o menino dentro (veja vídeo acima); Um laudo pericial concluiu que o botão que Sari apertou levava o elevador para a cobertura do edifício; O vídeo mostra, ainda, o equipamento parando no 9º andar e o garoto saindo da cabine; Perdido, Miguel caminhou até um vão onde fica o maquinário dos aparelhos de ar-condicionado e caiu no térreo, morrendo enquanto era socorrido; Sari foi presa em flagrante na época e autuada por homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 20 mil e foi liberada; Em 2021, Mirtes Renata começou a cursar direito, para entender melhor os trâmites processuais do caso do filho; Com a repercussão do caso, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) criou o Instituto Menino Miguel, voltado para discussões sobre infância, família e envelhecimento; Em 2022, em visita ao instituto, a mãe do garoto homenageou a cantora e compositora Adriana Calcanhotto, que em 2020 compôs a canção "2 de Junho" sobre a morte de Miguel; Em maio de 2022, Sari foi condenada a oito anos de prisão e seis meses de prisão por abandono de incapaz com resultado morte, porém, em novembro do ano seguinte, a pena foi reduzida a sete anos; Além do processo criminal, o casal Sari e Sérgio Hacker responde a uma ação trabalhista por convocar as ex-funcionárias Mirtes Renata Santana e Maria Marta, mãe e avó de Miguel, para trabalhar durante a pandemia e por pagar os salários delas com dinheiro da prefeitura de Tamandaré; O processo, que condenou o casal a pagar uma indenização de R$ 1 milhão à família do menino, foi suspenso pelo STJ em setembro de 2024; A família do menino também entrou com uma ação cível contra Sari por danos morais, pedindo uma indenização de R$ 1 milhão; Em maio de 2023, um abaixo-assinado com quase 2,8 milhões de assinaturas pediu celeridade no julgamento sobre o caso; No mês seguinte, Sari Corte Real se matriculou no curso de medicina numa faculdade particular; A defesa de Sari recorreu em todos os processos movidos contra ela, que segue em liberdade quase cinco anos após a morte de Miguel.

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/05/21/caso-miguel-tjpe-recurso-da-2a-instancia-condenacao-sari-corte-real-a-7-anos-de-prisao.ghtml


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