Casas Bahia em recuperação judicial: sindicato contabiliza fim de 12 lojas e demissão de mais de 300 funcionários em Salvador
18/08/2026
(Foto: Reprodução) Loja das Casas Bahia fechada
Sarah Brito/g1
O Grupo Casas Bahia fechou 12 lojas e demitiu mais de 300 funcionários em Salvador, em meio às consequências do pedido de recuperação judicial apresentado pela empresa à Justiça.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (18) pelo presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Renato Ezequiel. As demissões aconteceram na última sexta (14).
O g1 entrou em contato com a assessoria da empresa, para comentar a situação na cidade e em outras partes do estado, mas não tinha recebido um retorno até a última atualização desta reportagem.
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Das 16 lojas das Casas Bahia que funcionavam em Salvador, apenas quatro seguem em operação, segundo a entidade. São elas: Calçada, Cajazeiras, Itapuã e Pau da Lima.
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Entre as unidades que foram fechadas, estão todas as que ficavam em shoppings, como Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Piedade.
Ainda conforme o presidente do sindicato, não houve um aviso prévio sobre a decisão e os trabalhadores não receberam suas rescisões de contrato.
"Nós estamos acompanhando de olho vivo nessa situação. É uma situação dramática. Foi uma demissão instantânea. Nos pegaram de surpresa na sexta-feira, mas nós estamos conversando com os trabalhadores", contou.
Uma assembleia foi marcada com os trabalhadores para discutir a situação. "Todos estão sendo chamados para que nós possamos analisar que situação, que destino vamos tomar, em relação aos trabalhadores", disse.
Recuperação judicial
Em todo o país, quase 300 lojas foram fechadas e 3 mil funcionários foram dispensados, conforme os dados disponíveis no documento enviado à Justiça pela empresa.
A recuperação judicial envolve a própria companhia e outras nove empresas do grupo. O objetivo, segundo eles, é reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
🔎 A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite às empresas com dificuldades financeiras renegociar suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a companhia continue operando enquanto busca reequilibrar suas contas. (veja mais aqui sobre a recuperação judicial)
Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em processos de falência e recuperação judicial.
A empresa informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções significativas para os consumidores.
Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, ele ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
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