Casal sai do interior de SP e viaja de Kombi rumo ao Alasca: 'Isso não tem preço'

  • 11/05/2026
(Foto: Reprodução)
Casal sai do interior de SP e viaja de Kombi rumo ao Alasca: 'Isso não tem preço' Um casal saiu de Brodowski (SP) em uma Kombi rumo ao Alasca, em uma viagem que já dura quase seis meses. Recentemente, eles chegaram à Times Square, o cruzamento mais famoso de Nova York, nos Estados Unidos. Os protagonistas dessa viagem são Nivaldo Machado, de 65 anos, e Sueli Machado, de 64 anos, que largaram a vida de vendas e locações em uma imobiliária para embarcar na aventura de atravessar o continente. "Essa história começou lá em 2018, a gente tem uma imobiliária lá em Brodowski, que começou a deixar a gente muito estressado, aí eu falei 'vamos parar com esse negócio e vamos tirar um ano de férias aí pra gente viajar, curtir a vida'", disse Nivaldo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A viagem era para acontecer em 2020, porém, por conta da pandemia da Covid-19 e um acidente sofrido por Nivaldo, precisou ser adiada. "Essa viagem ficou programada pra gente sair em fevereiro de 2020. E quando a gente estava no jeito pra sair, veio a pandemia. Quando acalmou a pandemia, nós falamos, vamos agora, porém eu bati a cabeça e desloquei a retina e aí foi cirurgia e tal. Aí quando estava tudo bem, eu bati a cabeça outra vez." Nivaldo e Sueli chegaram recentemente a Times Square, na cidade de Nova York Arquivo pessoal Foi apenas em novembro de 2025 que o projeto acabou sendo retomado definitivamente. Determinado a não adiar mais o sonho, Nivaldo estabeleceu uma data fixa para a partida. “Quando foi agora em 2025, eu falei ‘é agora ou nunca’, porque eu não vou esperar chegar a 80, esse é o momento. Eu marquei uma data, falei 'vai ser 13 de novembro, não pode ser 14, porque se for 14 eu não vou mais’.” Desde então, o casal segue documentando a experiência nas redes sociais e em um canal no YouTube, onde já soma mais de 2 milhões de visualizações, acompanhando cada etapa da viagem rumo ao extremo norte do continente. Nivaldo e Sueli em Washington, D.C. Arquivo pessoal Veículo adaptado e vida na estrada Até o momento, o casal já atravessou 13 países e percorreu mais de 10 mil quilômetros. Para isso, a perua virou praticamente uma casa sobre rodas. O próprio Nivaldo foi responsável por adaptar o veículo, mesmo sem experiência prévia. “Eu resolvi fazer os móveis, eu mesmo não tinha nenhum conhecimento disso aí, mas fiz tudo. Ela tem placa de energia solar, ela tem banheiro, cozinha, geladeira e tem até uma cama que você arma", contou. Segundo ele, a escolha pelo veículo também tem um fator simbólico. “Eu escolhi a Kombi porque é um negócio que chama atenção. E viajar de carro te dá liberdade de você ir para onde quiser, fica o tempo que quiser. Isso não tem preço.” Kombi foi modificada por Nivaldo para viagem Arquivo pessoal Desafios pelo caminho A jornada, apesar de planejada, não foi livre de desafios. De acordo com Nivaldo, um dos trechos mais difíceis foi a travessia entre Colômbia e Panamá, onde não há ligação terrestre. "Não tem ligação entre a Colômbia com o Panamá, então todo mundo que chega de veículo ali tem que embarcar em Cartagena e pegar o veículo no Panamá. A gente teve sorte de encontrar uma pessoa pra dividir, porque sozinho fica muito caro", explicou. Outro ponto crítico foram as estradas na Cordilheira dos Andes, especialmente entre Peru e Bolívia. Nivaldo explica que a travessia não tem segurança o suficiente e muitas curvas. "As estradas tem muitas curvas que, se você olhar assim no retrovisor, você vê a placa traseira, também não tem sinalização, não tem guard-rail, não tem nada. Você olha assim, você vê o despenhadeiro, mas é despenhadeiro mesmo." Apesar dos riscos, também houve momentos inesquecíveis, como uma noite em um vilarejo isolado no Peru. "É um lugarzinho chamado Pampamarco e nós dormimos lá nesse lugar. É uma vilinha de casas feita de barro e pedra, com a altitude de 4 mil, quase 5 mil metros e mora só um povo nativo ali. Quando nós acordamos de manhã cedo assim, eu abri o vidro eu fiquei vendo alpacas andando do lado da kombinha. Eu já até falei para a Sueli que eu quero voltar lá um dia." Veículo foi colocado dentro de container para travessia entre Colômbia e Panamá Arquivo pessoal Próximo destino: Alasca Mesmo após chegar a Nova York, a viagem ainda está longe do fim. O casal segue determinado a cumprir o objetivo inicial: chegar ao Alasca. "De lá onde está a kombinha até ao Alasca ainda tem por volta de sete mil quilômetros. Então a gente tem que chegar no Alasca no máximo em agosto, porque depois de agosto já começa a cair o gelo mesmo e tem que sair rápido de lá", destacou Nivaldo. Depois disso, o plano é retornar ao Brasil, mas por outro trajeto, passando pela costa do Pacífico e, possivelmente, até o extremo sul do continente. "Nós vamos querer fazer todo o trajeto de volta. Só que quando chegar lá onde tem as linhas de Nazca, nós não vamos entrar e nem atravessar a Cordilheira dos Andes novamente. Nós vamos pegar para o Chile, fazer o deserto do Atacama e aí, se estivermos animados mesmo, nós vamos até Ushuaia para depois voltar." Kombi estacionada em praia da América Central Arquivo pessoal ‘Nós estamos vivendo’ Para Nivaldo, a viagem por todo continente americano é algo que vai muito além de turismo. É uma verdadeira mudança de estilo de vida dele e da esposa. "Você está correndo, você está preparado para o perigo, você está aprendendo, você está conhecendo pessoas com uma cultura diferente. Então o cérebro da gente fica 24 horas trabalhando e, se você ficar em casa, no final de semana você vai ali, toma um cervejinha, vai dormir depois do almoço, com isso o cérebro já vai acostumando a ficar quietinho", afirmou. Com a saudade de casa, Nivaldo relata que segue levando Brodowski no coração, mas ele garante que a rotina diária do casal na cidade ficou para trás. "Brodowski nós nunca tiramos do coração, mas nós estamos vivendo e todo dia tem coisa nova, então você esquece de toda rotina. A única coisa que não esquecemos é de rezar." O casal pretende chegar a Brodowski até o fim do ano. Em tom bem-humorado, Nivaldo diz que não sabe como será a recepção: ou vão achá-lo louco, ou haverá uma festa para celebrar a volta dos dois. "Bom, tem duas opções que podem acontecer na hora que a gente chegar lá de volta. Uma é eles já ficarem preparados com a camisa de força e outra é todo mundo ter uma recepção legal lá, mas acredito que a gente vai chegar em Brodowski e ser bem recebido." Nivaldo e Sueli durante passagem pelo Equador Arquivo pessoal *Sob supervisão de Helio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/05/11/casal-sai-do-interior-de-sp-e-viaja-de-kombi-rumo-ao-alasca-isso-nao-tem-preco.ghtml


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