Ativista que desapareceu na Chapada dos Veadeiros: família segue em busca de respostas quase 8 meses após sumiço
30/07/2026
(Foto: Reprodução) João Paulo, conhecido como “João Planta”, está desaparecido desde o dia 8 de dezembro na Chapada dos Veadeiros
Reprodução/Instagram de Justiça por João Planta
O ativista João Paulo Vaz da Silva, de 33 anos, conhecido pelos moradores de Alto Paraíso de Goiás como “João Planta”, desapareceu na Chapada dos Veadeiros há oito meses. Desde então, a família segue em busca de respostas que possam levar ao seu paradeiro. A mãe dele, Marli Albino da Silva Carneiro, pede que a polícia continue investigando o caso. "Eu não estou suportando mais", desabafou.
Segundo a família de João Paulo, não há respostas das autoridades a respeito da investigação e de informações que possam levar aos responsáveis pelo desaparecimento do ativista. Em nota, a defesa de João Paulo cita que ele foi vítima de uma tentativa de homicídio em 2024.
O texto continua ressaltando que esse fato é grave e que "todas as circunstâncias relacionadas à sua história precisam ser apuradas com a máxima seriedade, para que nenhuma linha de investigação deixe de ser esclarecida".
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O g1 entrou em contato com a Polícia Civil (PC) para saber sobre as investigações. À reportagem, a polícia informou que não há novidades e que o caso continua em investigação, aguardando por pedidos judiciais já realizados.
O g1 procurou também o Ministério Público (MP), que retornou dizendo que, além do ofício solicitando informações sobre o inquérito, o MP se manifestou judicialmente, nos autos da investigação, para que se expedisse ofício às instituições bancárias visando à verificação de eventuais movimentações financeiras.
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Apelo da mãe
Marli Albino pede justiça pelo filho. Segundo ela, na última vez em que foi até a cidade onde ele desapareceu, acabou ficando doente e precisou ser internada. Ela contou ainda que sofreu de depressão por causa da falta de respostas.
"Eu quero justiça, porque eu não estou aguentando esperar. E eu quero pedir a essa Polícia Civil para ajudar nesse caso, investigar, dar mais atenção, porque eu não estou suportando mais. Me deu depressão, ansiedade", apelou a mãe.
Marli também agradeceu às pessoas que apoiaram o filho dela e confessou que, mesmo após meses de desaparecimento, ainda tem esperanças de encontrar João Paulo vivo. "Eu tenho um pouquinho de esperança de que possa achá-lo vivo, mas Deus sabe o que faz", afirmou.
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Abaixo-assinado
Também de acordo com a família e amigos do ativista, eles estão colhendo assinaturas para protocolar um pedido que o processo de investigação seja levado para outra instância. Segundo a família, com a falta de respostas em Alto Paraíso, eles pretendem que o Congresso Nacional assuma o caso. "A gente levar para outra instância, porque a gente já está vendo que em Alto Paraíso não vai ter solução", disse uma amiga de João que prefere não se identificar.
Entenda o caso
Natural de Porangatu, no norte goiano, João Paulo está desaparecido desde 8 de dezembro de 2025. Extrativista ambiental e defensor da conservação do Cerrado, João Paulo vivia em Alto Paraíso de Goiás desde 2015 e era visto como um profundo conhecedor das espécies nativas, atuando em hortas, hospedagens e projetos ligados à natureza e sustentabilidade.
O desaparecimento foi registrado na Polícia Civil no dia 16 de dezembro, conforme boletim de ocorrência ao qual o g1 teve acesso na época. Como a mãe dele mora em outra cidade, o registro foi feito por uma amiga. O documento relata que João havia chegado da rua carregando plantas e deixou o celular carregando em casa. Depois disso, saiu para ajudar algumas pessoas que chamaram por ele no portão — e não foi mais visto.
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