Após dois acidentes ferroviários que deixaram 115 mortos, ministro dos Transportes da Espanha renuncia
03/11/2026
(Foto: Reprodução) Sobe para 69 o número de mortos no acidente com dois trens na Espanha
O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, anunciou sua renúncia nesta terça-feira (3), quase uma semana após um acidente ferroviário que deixou pelo menos 69 mortos.
Foi o segundo desastre grave nos trilhos do país em menos de um ano.
Segundo a agência de notícias France Press (AFP), além de deixar o ministério, Puente afirmou que não será candidato nas eleições legislativas de 29 de novembro. O anúncio foi feito durante uma audiência na comissão que representa a Câmara dos Deputados até a realização de novas eleições.
"Quero informar a todos que não só renuncio ao meu cargo de ministro dos Transportes, como também renuncio a fazer parte das listas eleitorais", declarou.
Puente explicou que um ministro dos Transportes não pode permanecer no cargo após dois acidentes dessa gravidade em menos de um ano, mesmo que os casos tenham características diferentes e não haja responsabilidade direta dele.
Segundo o ministro, a decisão é uma questão de "dignidade política, de coerência e de empatia com as vítimas".
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Oposição já pedia a saída do ministro
A oposição vinha pedindo reiteradamente sua saída, mas Puente havia descartado a possibilidade em diversas ocasiões.
Próximo do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, o ministro também estava à frente da pasta em 18 de janeiro, quando dois trens de alta velocidade colidiram perto de Adamuz, na região da Andaluzia, no sul do país. Na ocasião, 46 pessoas morreram.
Sobre o acidente mais recente, registrado na última quarta-feira (28) na cidade de Urda, no centro da Espanha, Puente afirmou que decidiu deixar o cargo nos primeiros minutos após saber da tragédia.
Antes de anunciar a renúncia, após a reunião do conselho de ministros desta terça-feira, Puente apresentou um plano extraordinário para reforçar a segurança dos trens de alta velocidade. Também anunciou medidas de assistência aos sobreviventes e às famílias das vítimas.
O que aconteceu?
Na semana passada, uma colisão entre dois trens em alta velocidade provocou a reação de líderes mundiais e gerou comoção ao redor do mundo.
Ao menos 69 pessoas morreram e 110 ficaram feridas, segundo o premiê Pedro Sanchez. Desses, 50 permanecem internadas no hospital e 15 estão em estado grave. As equipes de emergência foram mobilizadas para atender às vítimas e retirar passageiros dos vagões atingidos.
O acidente ocorreu por volta das 8h54 no horário local (3h54 no horário de Brasília), nas proximidades de Urda, a cerca de 140 km ao sul de Madri.
Tudo isso aconteceu em um trecho da linha de alta velocidade que liga a capital espanhola a Sevilha, no sul do país.
O trem da empresa estatal Renfe transportava entre 393 e 397 passageiros, segundo informações divulgadas pelas autoridades. Já o trem da Iryo levava 147 pessoas, incluindo um bebê.
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Jornal Nacional/ Reprodução