Americano é morto a tiros por agentes federais nos EUA e causa revolta

  • 25/01/2026
Fantástico vai a Mineápolis e mostra comoção pela morte de cidadão americano em protesto contra políticas de imigração Os agentes federais envolvidos na morte de um manifestante em Minneapolis foram transferidos para outra cidade. Alex Pretti morreu durante um protesto contra as políticas de imigração do presidente Donald Trump. Foi a segunda morte de um cidadão americano causada por policiais de imigração em pouco mais de duas semanas. Os repórteres Nilson Klava e Alex Carvalho foram até a cidade e acompanharam a comoção entre os moradores. Foram dez tiros em apenas cinco segundos. Tudo foi registrado por câmeras de celular, de diferentes perspectivas. Gravar as abordagens se tornou uma forma encontrada por muitos imigrantes e americanos para tentar se proteger e denunciar ações consideradas agressivas do ICE, a agência federal de imigração americana, e da Patrulha da Fronteira. Alex Pretti aparece no meio da rua de um dos vídeos. A única coisa que ele tem nas mãos é um celular. Ele se coloca entre os manifestantes e um agente. Há um tumulto. O agente usa spray de pimenta e joga Alex no chão. Outros agentes chegam para tentar imobilizá-lo. Alex é agredido várias vezes. Oito segundos depois, alguém alerta que ele estaria armado. Ao ampliar a imagem, é possível ver o momento em que um dos agentes retira uma arma da cintura de Alex e se afasta da confusão. Em seguida, outro agente saca a arma e atira contra Alex cinco vezes. Mais cinco tiros são disparados. A secretária do Departamento de Segurança Interna do governo Trump, Kristi Noem, acusou Alex de terrorismo doméstico. Disse que os agentes tentaram desarmá-lo, que ele reagiu violentamente e que os disparos foram feitos em legítima defesa. Todos os vídeos, no entanto, contam uma história diferente. Alex tinha licença para portar arma, mas, no momento da abordagem, segurava apenas o celular. Os agentes descobriram a arma quando ele já estava imobilizado no chão. Um deles havia retirado a pistola de Alex quando o outro começou a atirar. Alex Pretti tinha 37 anos, era cidadão americano e trabalhava como enfermeiro de UTI em um hospital de Minneapolis. A unidade faz parte do sistema federal de saúde para veteranos das Forças Armadas e atende ex-integrantes do Exército, Marinha, Aeronáutica e Fuzileiros Navais, além de familiares em alguns casos. Um vídeo mostra uma homenagem feita por Alex a um veterano que morreu no hospital vítima de câncer no pulmão. Desta vez, foi a comunidade de Minneapolis que prestou homenagem a Alex após a morte. Mesmo com a temperatura de –23 °C, moradores deixaram flores, velas acesas e mensagens. Em uma delas, lia-se: “isso não é a américa”. Em outra: “ele deu a vida para proteger a nossa liberdade”. A todo instante, pessoas chegavam ao local, apesar do frio intenso. Lauren mora a cerca de 30 minutos de Minneapolis, mas decidiu preparar sanduíches e chá quente para quem participou da vigília. Por toda a cidade, cartazes pediam a saída do ICE. Em um deles, a frase dizia: “os imigrantes fazem a América grande”. Em Minneapolis, os principais alvos dos agentes federais são imigrantes da Somália, chamados de “lixo” pelo presidente Donald Trump em dezembro. Vincent disse esperar que a morte de Alex provoque uma mudança na política americana, começando pelas eleições de novembro, quando os americanos vão escolher deputados e senadores. O partido de Donald Trump tem maioria no Congresso. “Eles atiraram nele enquanto ele estava no chão, totalmente desarmado. Foi um assassinato. Vim aqui prestar uma homenagem. Eu espero que a morte dele abra os olhos dos políticos.” Cerca de 3 mil agentes do ICE e da Patrulha da Fronteira foram deslocados pelo governo Trump para Minneapolis e outras partes do estado de Minnesota, na maior operação de imigração da história do país. O governador Tim Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ambos da oposição democrata, entraram com uma ação na Justiça pedindo a retirada dos agentes federais. Duas semanas antes, a cidadã americana Renee Good foi morta por um agente do ICE em Minneapolis. Uma semana depois, um venezuelano foi baleado na perna. Mais recentemente, uma criança de cinco anos foi detida junto com o pai. Os dois são do Equador. Os casos aumentaram a revolta. Na sexta-feira, vários estabelecimentos fecharam as portas e milhares de pessoas saíram às ruas. Até agora, o presidente Donald Trump não deu nenhum sinal de que pretende suspender a operação. A investigação ainda não tem responsável definido. O governo estadual acusa os agentes federais de bloquearem o acesso à cena e às evidências do crime. 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FONTE: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/01/25/americano-e-morto-a-tiros-por-agentes-federais-nos-eua-e-causa-revolta.ghtml


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