Advogados de vítimas de Epstein pedem retirada imediata de site com arquivos que mostram crimes de bilionário do ar

  • 02/02/2026
(Foto: Reprodução)
Caso Epstein: justiça divulga mais documentos Advogados que representam as vítimas do bilionário Jeffrey Epstein solicitaram a retirada imediata do site dos arquivos do caso do ar nesta segunda-feira (2), após identificarem que o Departamento de Justiça do governo dos EUA publicou dezenas de imagens de jovens nuas, algumas delas possivelmente menores de idade e com seus rostos visíveis. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Para as vítimas de Jeffrey Epstein, cada hora importa. O dano é contínuo e irreversível", escreveram os advogados Brittany Henderson e Brad Edwards em carta endereçada aos juízes distritais dos EUA, Richard Berman e Paul Engelmayer, citada pela ABC News. Epstein, um agressor sexual que manteve por anos uma relação próxima com o presidente americano Donald Trump, morreu na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. A morte foi declarada suicídio. As imagens estavam entre as mais de 3 milhões de páginas dos arquivos do caso divulgadas na última sexta-feira (30). Alertado pelo jornal "The New York Times", o Departamento de Justiça disse que retirou as fotos com nudez e aquelas nas quais as vítimas podiam ser identificadas. Jeffrey Epstein aparece ao lado de mulher não identificada em imagem divulgada pelo Comitê dos Democratas do Congresso dos EUA em meio aos arquivos do caso Epstein House Oversight Committee Democrats/Handout via Reuters "Ao analisar mais de três milhões de páginas carregadas no site do Departamento de Justiça na sexta-feira, o 'New York Times' encontrou quase 40 imagens não editadas que pareciam fazer parte de uma coleção pessoal de fotos, mostrando tanto corpos nus quanto os rostos das pessoas retratadas", diz o veículo. "As pessoas nas fotos pareciam ser jovens, embora não estivesse claro se eram menores de idade. Algumas das imagens pareciam mostrar a ilha particular do Sr. Epstein, incluindo uma praia. Outras foram tiradas em quartos e outros espaços privados", prossegue a reportagem. Após a notificação do jornal, o Departamento de Justiça dos EUA disse, por meio de uma porta-voz, que estava "trabalhando ininterruptamente para respeitar todas as garantias das vítimas, incluindo a ocultação de informações pessoais identificáveis ​​e quaisquer arquivos que exijam novas ocultações de acordo com a lei, como imagens de natureza sexual." “Assim que as devidas ocultações forem feitas, todos os documentos pertinentes serão disponibilizados on-line novamente”, disse a porta-voz. Muitas fotos dos arquivos incluem Epstein e outras personalidades ao lado de mulheres aparentemente jovens. Uma das sequências mostra o então príncipe Andrew, irmão do rei Charles III da Inglaterra, ajoelhado ao lado de uma mulher (veja na foto abaixo). Novos arquivos de Epstein mostram ex-príncipe inglês Andrew ajoelhado ao lado de mulher DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA/AFP Novos documentos Ao anunciar a disponibilização do novo lote de documentos na sexta-feira, o vice-procurador-geral, Todd Blanche, havia dito que a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm "grandes quantidades de pornografia comercial". Questionado por jornalistas sobre uma possível interferência do presidente Donald Trump, ele afirmou que a Casa Branca não participou da revisão dos arquivos. As suspeitas de interferência surgiram devido à relação próxima que Epstein e Trump mantiveram ao longo dos anos 1990 e 2000. "Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos", garantiu Blanche. Ele também anunciou que a liberação das novas evidências marca o fim do processo de revisão realizado pelo departamento: “A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”. Liberação do arquivo A divulgação dos arquivos da investigação começou em dezembro. O departamento tinha até o dia 19 do mês para publicá-los em sua totalidade, de acordo com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente Donald Trump, porém o prazo não foi respeitado. No dia 23, o governo dos EUA liberou mais de 30 mil documentos dos arquivos de Epstein, deixando claro a proximidade dele com políticos e famosos. Uma vítima brasileira estava citada. No dia 24 de dezembro, o departamento comunicou que iria demorar "algumas semanas" para liberar o resto dos milhares de documentos.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/advogados-de-vitimas-de-epstein-pedem-tirada-imediata-de-site-com-arquivos-do-ar.ghtml


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